Uma atividade de sala de aula na Casa Escola, em Natal, teve um desfecho emocionante às vésperas do Dia Internacional da Biodiversidade. O estudante Martim Moura Suassuna, de 7 anos, escreveu uma carta para a bióloga e conservacionista Neiva Guedes, conhecida mundialmente pela preservação das araras-azuis, e recebeu uma resposta pessoal da pesquisadora, enviada pelo Instituto Arara Azul.
Atividade interdisciplinar
A carta foi produzida durante a semana do Dia Internacional da Mulher, como parte de uma atividade do 2º ano do Ensino Fundamental intitulada “Uma dezena de motivos para admirar uma mulher”. A proposta integrava conteúdos de Matemática e um projeto de pesquisa sobre a fauna brasileira. “Martim, que tem grande paixão por araras, resolveu escrever para Neiva”, conta a professora Lorena Santos.
Em casa, o entusiasmo do menino motivou a família a enviar a carta pelos Correios. “Ele chegou muito feliz contando sobre a bióloga que tirou a arara-azul da extinção. Insistiu para enviarmos a carta”, relata a mãe, Monize Moura.
Resposta emocionante
Semanas depois, a resposta chegou à escola acompanhada de livros infantis sobre o Pantanal. Para Monize, o episódio mostrou à criança que a linguagem está a serviço da comunicação e ensinou a importância da espera. “Neiva respondeu com generosidade, transmitindo valores como escuta e respeito ao tempo do outro”, destaca.
Ciência e novas gerações
Neiva Guedes, fundadora do Instituto Arara Azul, dedicou mais de 30 anos à conservação da espécie. A população de araras-azuis passou de 1,5 mil nos anos 1980 para mais de 6 mil atualmente. “Receber cartas de crianças é especial. Elas são as futuras gerações que cuidarão do planeta”, afirma a pesquisadora.
Para a diretora Priscila Griner, a troca de correspondências transformou o aprendizado em uma experiência concreta de pertencimento. “Quando a criança percebe que sua escrita gera conexões reais, o aprendizado ganha sentido”, finaliza.



