Gustavo Petro visita Venezuela em meio a tensões e agenda bilateral
Petro visita Venezuela para tratar segurança e energia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, desembarcou nesta sexta-feira (24) em Caracas para uma reunião bilateral com a líder do regime venezuelano, Delcy Rodríguez. O encontro, realizado no Palácio de Miraflores, tem como pauta principal a segurança na fronteira e a cooperação energética entre os dois países. Esta é a primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.

Relações bilaterais e contexto político

Petro, que já foi aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou a captura do ex-presidente como um sequestro. Atualmente, Delcy Rodríguez, tutelada pela Casa Branca, retomou as relações diplomáticas com Washington e promove reformas para atrair investimentos privados e estrangeiros nos setores de petróleo, gás e mineração. Colômbia e Venezuela possuem projetos pendentes de venda de gás e interconexão elétrica.

O presidente colombiano e sua delegação foram recebidos pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. Uma reunião anterior, prevista para meados de março no lado colombiano da fronteira, foi cancelada de última hora por supostos motivos de segurança. Pouco depois, uma delegação de alto nível da Colômbia viajou a Caracas. Esta é a primeira visita de Petro à Venezuela desde abril de 2024.

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Fronteira porosa e violência política

Os dois países compartilham uma fronteira de 2.200 km, marcada pela atuação de grupos armados que disputam o controle do narcotráfico, mineração ilegal e contrabando. Durante a viagem de Petro, a Colômbia registrou mais um episódio de violência política: a explosão de um possível carro-bomba nas proximidades de um batalhão em Cali, deixando um ferido. O atentado ocorre a um mês das eleições presidenciais, nas quais o sucessor de Petro será escolhido.

Nas pesquisas mais recentes, o candidato de esquerda Iván Cepeda lidera as intenções de voto para o primeiro turno, seguido pelo direitista Abelardo de la Espriella. O cenário eleitoral acirra ainda mais o clima político no país.

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