Menos de 24 horas após o anúncio da extensão do cessar-fogo com o Líbano, Israel voltou a bombardear cidades no sul do país vizinho. Na manhã deste sábado, 16, ao menos cinco vilas libanesas próximas à fronteira foram alvos de ataques israelenses, conforme confirmaram as Forças Armadas de Israel e a agência estatal de notícias do Líbano.
Aviso de evacuação e bombardeios
Antes dos bombardeios, autoridades israelenses emitiram um aviso de evacuação para nove vilarejos na região, incluindo al-Snoubar, Qaaqaaiyet, al-Marwaniyah, al-Ghassaniyah, Kaouthariyet al-Saiyad, Kfar Tebnit e Yohmor al-Shaqif. As ações ocorrem um dia depois de os Estados Unidos anunciarem, na última sexta-feira, 15, a renovação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por 45 dias, após reunião entre delegações dos dois países do Oriente Médio em Washington.
Reação do presidente libanês
O presidente libanês, Joseph Aoun, havia celebrado a extensão da trégua, declarando que ela “traz um respiro crítico aos cidadãos, reforça as instituições de Estado e avança no caminho político rumo à estabilidade duradoura”. No entanto, na prática, o cessar-fogo negociado em 17 de abril nunca foi plenamente respeitado por Israel.
Justificativa israelense
Do lado israelense, a justificativa para manter os bombardeios é destruir a infraestrutura em áreas dominadas pelo Hezbollah, grupo armado xiita que controla boa parte do território e da política libanesa. O Hezbollah, que tem representantes no Parlamento e no Executivo do Líbano, é veementemente contra as negociações com Israel e também desafia as tréguas acordadas pelo governo libanês.
Morte de comandante do Hamas em Gaza
Também neste sábado, o governo israelense anunciou ter matado Ezedin Al Hadad, um dos comandantes militares do alto escalão do grupo palestino Hamas, durante um ataque aéreo realizado ontem à cidade de Gaza. A agência AFP confirmou a morte com dois representantes do Hamas. Al Hadad era apontado por Israel como um dos arquitetos do ataque deflagrado pelo Hamas contra Tel Aviv em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou o atual conflito na Palestina, que se aproxima de três anos e já deixou quase 76.000 mortos (cerca de 74.000 palestinos e pouco mais de 2.000 israelenses), segundo o Ministério da Saúde de Gaza e o Ministério de Assuntos Exteriores de Israel.



