Alemanha pede que Europa assuma mais responsabilidade na defesa após retirada de tropas dos EUA
Alemanha pede que Europa assuma mais defesa após retirada de tropas dos EUA

A Alemanha fez um apelo neste sábado (2) para que os países europeus assumam maior responsabilidade na área de defesa, em reação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar parte dos soldados americanos estacionados em território alemão. A maior aliança militar do mundo, a Otan, enfrenta uma crise sem precedentes.

Crise na Otan e retirada de tropas

A Otan tenta reparar os danos e afirma que está em conversas com os EUA para entender melhor a situação. No entanto, Trump, ressentido com os aliados europeus, anunciou a retirada de 5 mil soldados americanos da Alemanha. A crise se agravou com o estremecimento entre Trump e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, sobre a guerra com o Irã. Merz irritou Trump ao declarar que os Estados Unidos estão sendo humilhados pela liderança iraniana, em meio ao colapso das negociações entre Washington e Teerã. Trump rebateu, aconselhando Merz a se concentrar em assuntos internos e não interferir na guerra com o Irã.

Apelo do ministro da Defesa alemão

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, pediu que os países europeus assumam mais responsabilidade por sua segurança. Ele afirmou que a decisão americana era previsível e que deve forçar os europeus a se defenderem sozinhos. Pistorius destacou a necessidade de aumentar tropas, investir mais e acelerar o desenvolvimento de armamentos. Reforçou que a Alemanha já está expandindo seu exército e infraestrutura militar.

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Possível retirada de tropas de outros países

Ainda esta semana, Trump, respondendo a perguntas de jornalistas, indicou que pode retirar soldados da Espanha e da Itália. Atualmente, há 13 mil militares americanos em bases dos EUA e da Otan na Itália, além de 21 mil nas frotas navais, entre os portos de Nápoles e Gaetta, no sul do país. A possível retirada levantou o debate sobre se as bases servem mais aos Estados Unidos ou aos países europeus. Para a Europa, as bases americanas e da Otan representam defesa; para os EUA, são pontos estratégicos para atacar nações inimigas com rapidez e eficácia.

Conflito no Líbano

Enquanto isso, a guerra continua no Líbano, mesmo durante o cessar-fogo. Ataques aéreos atingiram áreas urbanas, com explosões seguidas por colunas de fumaça e prédios parcialmente destruídos. O exército israelense afirma que os alvos eram infraestruturas do Hezbollah. Moradores relatam que as bombas caíram em bairros civis. Equipes de resgate trabalham entre os destroços em busca de sobreviventes. Segundo autoridades locais, pelo menos 13 pessoas morreram.

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