Justiça mantém condenação por falhas graves em transporte escolar de Cáceres
Condenação mantida por falhas em transporte escolar em Cáceres

Justiça mantém condenação por falhas graves em transporte escolar de Cáceres

A Justiça Federal confirmou a condenação de um servidor municipal e de uma empresa por irregularidades no transporte escolar de Cáceres, localizada a 220 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. As investigações revelaram falhas graves em ônibus que colocavam a segurança de estudantes em risco, levando a decisões judiciais que exigem ressarcimento aos cofres públicos.

Detalhes da condenação e valores envolvidos

O servidor responsável pela fiscalização do contrato na época e a empresa encarregada do transporte foram condenados a ressarcir R$ 39,7 mil aos cofres públicos, além de pagar uma multa no mesmo valor. Em nota oficial, a prefeitura de Cáceres esclareceu que o resultado do processo se referiu a outros réus, mantendo a absolvição da prefeita atual.

Absolvições e justificativas judiciais

A atual prefeita de Cáceres, Antônia Eliene Liberato Dias do PSB, e o ex-prefeito Francis Maris Cruz do PL foram absolvidos pela Justiça devido à ausência de dolo. Isso significa que não houve comprovação de que eles agiram com intenção ou consciência de cometer irregularidades. O servidor condenado alegou, em recurso apresentado à Justiça, que não teria condições de fiscalizar individualmente toda a frota de transporte escolar do município.

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Rejeição das alegações e problemas identificados

A juíza Ana Lya Ferreira rejeitou a justificativa do servidor, afirmando que os problemas na prestação do serviço eram de fácil percepção. Na sentença, ficou reconhecido que o fiscal e a empresa permitiram a circulação de veículos em condições inadequadas. Relatórios técnicos apontaram diversas falhas, incluindo ausência de cintos de segurança, pneus desgastados, bancos danificados e problemas estruturais que colocavam em risco crianças e adolescentes.

Contrato milionário e atestado de regularidade

Mesmo diante das falhas identificadas, foi atestada a regularidade do serviço, o que permitiu o pagamento integral do contrato, no valor de quase R$ 3,97 milhões, entre os anos de 2017 e 2018. Essa situação levantou questões sobre a eficácia dos processos de fiscalização e a responsabilidade dos envolvidos na garantia da segurança dos estudantes.

Impacto na comunidade e medidas futuras

O caso destacou a importância de uma fiscalização rigorosa no transporte escolar, especialmente em municípios como Cáceres, onde a segurança dos estudantes deve ser prioridade. A decisão judicial serve como alerta para outras localidades, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade na gestão de contratos públicos. A prefeitura afirmou que está tomando medidas para evitar futuras irregularidades, visando melhorar a qualidade e a segurança do transporte oferecido às crianças e adolescentes da região.

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