Erro em funerária provoca troca de corpos e transforma luto em constrangimento no Noroeste Fluminense
Um grave equívoco envolvendo uma funerária transformou o momento de luto de duas famílias em uma situação de surpresa e constrangimento nesta quarta-feira (25), na região do Noroeste Fluminense. O erro resultou na troca dos corpos de dois falecidos, com um sendo enviado para o município errado e outro sendo velado por pessoas que não eram seus familiares.
O desencontro que só foi descoberto no velório
O problema começou quando uma funerária de Itaperuna retirou um corpo e o levou para velório em Italva. Simultaneamente, o falecido que deveria ser velado em Italva foi enviado por engano para Santo Antônio de Pádua. O erro só foi percebido quando o caixão chegou à Quarta Igreja Batista, local do velório em Italva. Ao abrir a urna, os familiares presentes notaram, com choque, que o corpo não correspondia ao de seu ente querido.
Após verificação imediata, constatou-se a troca entre os dois falecidos. O sepultamento, que estava programado, precisou ser adiado e foi realizado ainda no mesmo dia, mas em um clima marcado pelo constrangimento e pela dor adicional. Parentes das vítimas criticaram publicamente a ausência de protocolos mais rigorosos de conferência e identificação por parte das instituições envolvidas.
As justificativas das instituições envolvidas
O Hospital São José do Avaí, de onde os corpos foram retirados, emitiu uma nota informando que adota protocolos específicos para identificação de óbitos. Segundo a instituição, esses procedimentos incluem registro documental detalhado, checagem criteriosa e conferência minuciosa de todas as informações antes da liberação dos corpos. O hospital afirmou ainda que a funerária assina um documento no momento da retirada, contendo nome completo do falecido, data, horário e identificação do profissional que recebeu o corpo.
Já a funerária responsável pelo transporte emitiu um comunicado afirmando que já se retratou com as famílias afetadas, que teriam compreendido a situação. A empresa declarou que o erro foi reconhecido e tratado internamente, destacando que não havia registro de ocorrência semelhante em mais de seis décadas de atuação no mercado funerário.
As possíveis causas do equívoco
Segundo o responsável pela funerária, o equívoco ocorreu especificamente no momento da retirada do corpo, quando não é permitida a entrada de familiares para reconhecimento prévio. A inconsistência pode ter envolvido uma retirada anterior realizada por outra equipe, possivelmente durante o período da madrugada, o que teria contribuído para a confusão na identificação.
Após a constatação do erro, o filho de uma das vítimas acompanhou o responsável pela funerária até o hospital para realizar o reconhecimento correto e proceder à troca dos corpos. A empresa funerária informou que o corpo trocado não chegou a passar por velório ou cerimônia alguma e que o problema foi corrigido imediatamente após a descoberta.
Até o fechamento desta reportagem, não foram divulgadas medidas adicionais de reparação às famílias afetadas, nem ações preventivas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro. O caso levantou questionamentos sobre a eficácia dos protocolos de segurança adotados por hospitais e funerárias na região, especialmente em momentos tão delicados para as famílias enlutadas.



