Estudante coberta de tinta após 'brincadeira' em escola estadual de Manaus gera repercussão
Estudante coberta de tinta em escola de Manaus após 'brincadeira'

Estudante coberta de tinta após 'brincadeira' em escola estadual de Manaus gera repercussão

Uma adolescente foi suja com ovos e tinta por colegas na última sexta-feira, dia 27, após a comemoração de aniversário na saída de uma escola da rede estadual em Manaus. O caso ganhou ampla repercussão depois que vídeos começaram a circular intensamente nas redes sociais, mostrando a jovem em situação constrangedora.

Detalhes do incidente e reação da vítima

O vídeo que viralizou mostra a estudante com os braços completamente sujos de tinta, tentando desesperadamente limpar o cabelo e retirar um galho que havia sido colocado em seus ombros. Enquanto isso, alguns colegas se aproximam para oferecer ajuda de forma hesitante, sugerindo que chamem o pai da jovem. A adolescente, visivelmente abalada, se afasta do grupo em meio à confusão.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar esclareceu que inicialmente a aluna estava cantando parabéns com amigos na saída da escola quando eles jogaram ovos nela. Segundo a pasta, a estudante teria concordado com essa parte da "brincadeira" naquele momento específico.

Escalada do ocorrido e intervenção das autoridades

Contudo, a situação se agravou significativamente no caminho para casa, quando os mesmos alunos utilizaram tinta para sujar ainda mais a adolescente. De acordo com relatos da secretaria, a jovem ficou profundamente abalada com o ocorrido e acabou chorando intensamente.

Na mesma sexta-feira, após o vídeo se espalhar rapidamente pelas plataformas digitais, o pai da adolescente compareceu pessoalmente à escola com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ato. Ele foi recebido pela gestora da unidade educacional, que imediatamente acionou o Núcleo de Inteligência e Segurança Escolar (Nise), seguindo rigorosamente o Procedimento Operacional Padrão (POP) estabelecido.

Medidas tomadas pela instituição de ensino

Na segunda-feira, dia 2, todos os alunos envolvidos no incidente foram devidamente identificados pelas autoridades escolares, e seus responsáveis foram convocados para comparecer à instituição. No dia seguinte, uma equipe especializada do Nise esteve presente na unidade para realizar audiências individuais com os estudantes envolvidos e com a adolescente vítima da situação.

Além das oitivas, os profissionais realizaram uma ação abrangente de conscientização sobre os riscos e consequências desse tipo de comportamento inadequado entre estudantes. O caso continua sendo monitorado de perto pela escola, pela Coordenadoria Distrital de Educação 7 (CDE 7) e pelo próprio Nise, garantindo um acompanhamento contínuo.

Acompanhamento psicossocial e posicionamento policial

Os alunos identificados como participantes do ato receberão acompanhamento psicosspecializado para compreender melhor as implicações de suas ações e promover uma reflexão sobre convivência escolar saudável. Esta medida busca não apenas punir, mas principalmente educar e prevenir futuros incidentes similares.

A Polícia Civil, por sua vez, informou ao g1 que não há registro de Boletim de Ocorrência formalizado sobre o caso, após consulta minuciosa no sistema eletrônico e na delegacia responsável pela área onde ocorreu o incidente. Isso indica que, até o momento, as medidas estão sendo tratadas no âmbito educacional e administrativo.