Ubatuba registra flagrante de bolhas infláveis no mar, prática irregular e perigosa
Mesmo com a proibição vigente, as bolhas infláveis seguem sendo oferecidas como opção de lazer em diversas praias de Ubatuba, localizada no Litoral Norte do estado de São Paulo. Um vídeo gravado neste sábado, dia 21, capturou imagens de crianças se divertindo dentro dessas bolas de plástico na Praia das Toninhas, evidenciando a persistência dessa atividade ilegal.
Histórico de incidentes e fiscalização municipal
Em dezembro de 2024, um incidente grave chamou a atenção para os perigos dessa prática: uma criança de aproximadamente oito anos, que estava dentro de uma bolha inflável, precisou ser resgatada após ficar à deriva em alto mar. O menino foi encontrado por tripulantes de uma lancha que retornavam para a Praia do Lázaro, apresentando-se desesperado e se debatendo dentro do equipamento. A prefeitura de Ubatuba considera a prática irregular e, em janeiro deste ano, informou que realiza fiscalizações regulares para monitorar o aluguel e o uso dessas bolhas. No entanto, quando contatada pelo g1 para comentar o registro feito nesta terça-feira, dia 21, a prefeitura não respondeu às solicitações.
Riscos destacados pelos bombeiros e recomendações de segurança
De acordo com os bombeiros, os riscos associados às bolhas infláveis são significativos. O equipamento pode ser facilmente levado pelo vento e pela correnteza, fazendo com que a pessoa dentro se afaste rapidamente da faixa de areia e fique à deriva no mar. O primeiro-tenente Guilherme Vegse, do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), explicou que essas bolhas passaram a ser exploradas comercialmente nas praias sem qualquer tipo de regulamentação ou garantia de segurança. "O que acontece é que, num descuido, as pessoas acabam navegando para longe dentro dessas bolhas. Isso é muito perigoso, porque pode colidir com uma embarcação ou até ir parar em alto-mar", afirmou Vegse. O GBMar reforça que brinquedos infláveis no mar podem transmitir uma falsa sensação de segurança e recomenda enfaticamente que os banhistas sigam sempre as orientações dos guarda-vidas e da sinalização disponível nas praias.
Além disso, a persistência dessa prática ilegal levanta questões sobre a eficácia das medidas de fiscalização e a necessidade de maior conscientização pública. Os bombeiros alertam que, além do risco de deriva, há possibilidade de asfixia ou pânico dentro das bolhas, especialmente em crianças. A comunidade local e os turistas são incentivados a reportar casos de aluguel irregular e a priorizar atividades seguras e autorizadas, como o uso de boias e coletes salva-vidas em áreas supervisionadas.



