Namorada sobrevivente de incêndio em Maceió relata heroísmo do companheiro que a salvou
Namorada sobrevivente relata heroísmo em incêndio fatal em Maceió

Jovem sobrevivente de incêndio fatal em Maceió revela detalhes dramáticos do resgate heroico

A tragédia que ocorreu em uma quitinete no bairro do Farol, em Maceió, no dia 1º de abril, continua a comover a capital alagoana. Ana Beatriz, namorada de Luiz Gustavo, de 29 anos, que faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE) após sofrer queimaduras em aproximadamente 90% do corpo, gravou um emocionante depoimento do setor de queimados do mesmo hospital, onde permanece internada. Em suas declarações, a jovem enfatiza que também é uma vítima do incidente, sobrevivendo apenas graças à ação corajosa do companheiro.

Investigação em andamento e laudo pendente dos Bombeiros

A Polícia Civil já ouviu Ana Beatriz e outras testemunhas, registrando inicialmente a ocorrência como morte a esclarecer. O Corpo de Bombeiros informou que deve concluir o laudo sobre as causas do incêndio até a próxima segunda-feira (13), buscando elucidar os fatores que levaram ao desastre. Enquanto isso, a jovem revelou um detalhe preocupante: o casal armazenava gasolina dentro do imóvel, um elemento que pode ter agravado a situação. Curiosamente, apesar da intensidade das chamas, um botijão de gás permaneceu intacto no local.

Relato detalhado dos momentos de pânico e resgate

No vídeo, Ana Beatriz descreve com clareza os instantes que precederam a tragédia. "Eu estava deitada assistindo à TV quando ouvi um barulho, seguido de outro. Nesse momento, vi o Luiz Gustavo com um balde de água na mão, e ele jogou. Foi quando percebi o fogo", conta ela. A tentativa de ajudar rapidamente se transformou em desespero: "Quando tentei ajudar, coloquei o pé para fora do quarto e minha calça começou a pegar fogo. Voltei, tirei a roupa e não consegui mais reagir. Fiquei em cima da cama".

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Foi então que Luiz Gustavo demonstrou extrema bravura. "Ele veio até mim e conseguiu me tirar do quarto. Não morri porque ele me salvou. Não é porque não morri que deixei de ser vítima", afirmou Ana Beatriz, destacando o trauma psicológico e físico que carrega. Ela sofreu queimaduras em 21,5% do corpo, com danos principalmente nas pernas e no braço direito, enquanto o namorado, embora socorrido com vida, não resistiu aos ferimentos extensos.

Impacto emocional e busca por respostas

O caso ressalta os perigos de armazenar materiais inflamáveis em residências e a importância da segurança contra incêndios. A comunidade do Farol e familiares aguardam ansiosamente os resultados da investigação, que poderão trazer clareza sobre as circunstâncias exatas do ocorrido. Enquanto Ana Beatriz se recupera no HGE, sua história serve como um testemunho comovente de amor e sacrifício, mas também como um alerta para prevenir futuras tragédias similares.

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