Incêndio em boate na Suíça: até 100 feridos em estado crítico e 40 mortos
Incêndio em boate na Suíça deixa 40 mortos e 100 feridos graves

Uma tragédia de grandes proporções abalou a famosa estação de esqui de Crans-Montana, no cantão do Valais, na Suíça, na madrugada do Ano-Novo. Um incêndio devastador no bar Le Constellation resultou em aproximadamente 40 mortes e deixou entre 80 e 100 feridos em estado crítico, muitos com risco iminente de vida devido a queimaduras graves.

O momento da tragédia e as causas investigadas

O fogo começou por volta da 1h30 da manhã do dia 1º de janeiro de 2026, quando o estabelecimento estava completamente lotado, principalmente por jovens que celebravam a virada do ano. As primeiras investigações das autoridades suíças apontam que o teto do subsolo do bar teve um papel central na propagação extremamente rápida das chamas.

Imagens feitas por frequentadores e que circularam nas redes sociais mostram o teto pegando fogo durante uma apresentação com garrafas de champanhe que soltavam faíscas, uma prática comum em casas noturnas europeias. Especialistas indicam que o material do teto, possivelmente painéis de espuma para isolamento acústico, é altamente inflamável se não for tratado com proteção adequada contra fogo.

A promotora do cantão do Valais, Béatrice Pilloud, afirmou que a hipótese de terrorismo foi descartada. A investigação agora se concentra em verificar se o local cumpria as normas de segurança, incluindo o tipo de revestimento usado e o número de saídas de emergência. Relatos de sobreviventes indicam que o subsolo tinha apenas uma escada estreita de acesso, o que teria dificultado drasticamente a fuga das pessoas.

Vítimas internacionais e operação de resgate complexa

A tragédia assumiu rapidamente uma dimensão internacional, com vítimas de várias nacionalidades. A Itália confirmou pelo menos 13 cidadãos hospitalizados, cinco em estado grave, além de desaparecidos. A França informou que nove franceses ficaram feridos e outros oito estão desaparecidos.

Diante da gravidade dos ferimentos, pacientes foram transferidos para hospitais especializados em queimados na França, Alemanha e Polônia. A União Europeia ofereceu apoio médico às autoridades suíças para lidar com a emergência. O processo de identificação das vítimas, que inclui exames de DNA e registros odontológicos, foi descrito como lento e delicado pelas autoridades.

Stéphane Ganzer, responsável regional por saúde e segurança, alertou que queimaduras de terceiro grau em mais de 15% do corpo aumentam significativamente o risco de morte nas horas e dias seguintes, situação que atinge um grande número dos feridos.

Repercussão e luto nacional

O presidente da Suíça, Guy Parmelin, decretou cinco dias de luto nacional, classificando o incêndio como uma das piores tragédias da história recente do país. O papa Leão enviou uma mensagem de condolências às famílias das vítimas.

Em Crans-Montana, local conhecido pelo turismo de luxo e eventos esportivos internacionais, o choque é coletivo. Moradores e turistas se reúnem diante dos escombros do bar Le Constellation para deixar flores e velas, em uma demonstração de solidariedade e pesar.

Enquanto as famílias aguardam notícias e os feridos lutam pela vida, investigadores e autoridades alertam que as respostas definitivas sobre como e por que o incêndio ganhou tamanha proporção ainda levarão tempo para serem esclarecidas.