Bebê de 9 meses morre afogado em piscina em Maragogi, AL; afogamento é causa principal de mortes infantis
Bebê morre afogado em piscina em Maragogi; afogamento lidera mortes infantis

Tragédia em Maragogi: bebê de 9 meses morre afogado em piscina

Um bebê de apenas nove meses perdeu a vida após se afogar em uma piscina no sábado (28), em Maragogi, Alagoas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às 10h54, mas quando a equipe chegou ao local, a criança já havia sido retirada da água e familiares realizavam manobras de reanimação cardiopulmonar.

Resposta das equipes de emergência

A equipe do Samu imediatamente solicitou o suporte de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), enquanto o Corpo de Bombeiros também foi mobilizado para o atendimento. Apesar dos esforços de resgate e dos procedimentos médicos realizados no local, o menino não resistiu e faleceu.

Afogamento: uma das principais causas de morte entre crianças e adolescentes

Esta tragédia ressalta um grave problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2010 e 2023, o país registrou 12.662 casos de afogamento envolvendo adolescentes de 10 a 19 anos e 5.878 casos com vítimas crianças de 1 a 4 anos.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2021, ocorreram aproximadamente 300 mil mortes por afogamento em todo o mundo. Desse total alarmante, 24% envolveram crianças menores de 5 anos e 19% crianças entre 5 e 14 anos.

Medidas de prevenção que podem salvar vidas

O Ministério da Saúde enfatiza que a maioria dos afogamentos pode ser evitada com cuidados adequados. Em caso de acidentes, o Samu deve ser acionado imediatamente pelo número 192.

Principais recomendações para prevenir afogamentos:

  • Adultos devem supervisionar constantemente crianças enquanto estiverem na água ou próximas a ela.
  • Evitar deixar brinquedos e outros objetos atrativos perto de piscinas e reservatórios de água.
  • Proteger piscinas, poços e reservatórios com barreiras físicas que impeçam o acesso não supervisionado.
  • Evitar brincadeiras perigosas como corridas, empurrões e saltos em áreas aquáticas.
  • Respeitar rigorosamente as sinalizações em praias, rios e lagos que indicam áreas de alto risco.
  • Não nadar em áreas profundas, de profundidade desconhecida ou distantes da margem.
  • Evitar entrar na água em condições climáticas desfavoráveis, como durante tempestades, ventanias ou quando o mar estiver agitado.

A tragédia em Maragogi serve como um alerta urgente para a necessidade de maior conscientização e adoção de medidas preventivas para proteger nossas crianças deste risco tão frequente e evitável.

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