Anestesistas paralisam atendimentos em Belém por falta de pagamento
Anestesistas param em Belém por salários atrasados

Profissionais da saúde do Hospital Público de Saúde Municipal (HPSM) do Guamá, em Belém, anunciaram paralisação dos atendimentos nesta segunda-feira (22). A medida afeta o setor de cirurgias, com a unidade atendendo apenas pacientes graves. A decisão foi tomada devido ao atraso no pagamento de salários e à falta de clareza no cronograma de pagamentos.

Documento detalha motivos e serviços mantidos

Em documento obtido pelo g1 Pará, os trabalhadores informaram que "se reservam ao atendimento a pacientes graves, devido ao atraso no pagamento e pela falta de programação e organograma claro dos pagamentos". Na unidade, estão mantidos os seguintes atendimentos: ferimento corto-contuso sangrante, avaliação na sala vermelha, paciente vítima de arma branca ou de fogo, e dor abdominal com sinais de sepse ou gravidade.

Serviços paralisados e impactos

Entre os serviços paralisados estão: ferimento corto-contuso sem sangramento, abscesso cutâneo ou furúnculo, paracentese ou toracocentese, mordida de animais, e avaliação de dor abdominal sem sinais de sepse ou gravidade. A paralisação por falta de pagamentos não atinge somente o HPSM do Guamá. Na unidade Mário Pinotti, localizada na travessa 14 de março, os anestesistas também estão paralisados desde 1º de junho.

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Posicionamento da Sesma e repercussão

O g1 solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. A Defensoria Pública também cobra explicações sobre a situação dos anestesistas na capital paraense.

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