O avanço da inteligência artificial generativa tem ampliado os riscos de deepfakes, especialmente em eventos com transmissão ao vivo. Para combater essa ameaça, o protocolo Zero Trust surge como uma estratégia eficaz, garantindo autenticidade e segurança nas comunicações.
O que é o Zero Trust?
O modelo Zero Trust parte do princípio de que nenhum usuário ou dispositivo é confiável por padrão, exigindo verificação contínua de identidade e autorização. Aplicado a eventos ao vivo, ele permite validar a autenticidade de participantes, evitando a invasão de deepfakes de voz ou vídeo.
Deepfakes em tempo real
Com a manipulação de voz por IA, é possível simular falas de autoridades ou palestrantes em tempo real. Segundo José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Eventos, "a tecnologia de deepfake evoluiu a ponto de ser difícil distinguir o real do falso, especialmente em transmissões ao vivo, onde a verificação é mais complexa".
Impacto nos eventos
Eventos corporativos, políticos e acadêmicos são particularmente vulneráveis. Um deepfake pode causar desinformação, danos à reputação e até prejuízos financeiros. O protocolo Zero Trust, combinado com autenticação multifator e análise comportamental, reduz significativamente esses riscos.
Recomendações de segurança
Especialistas recomendam a implementação de camadas de verificação, como biometria, tokens de acesso e monitoramento contínuo. "A segurança deve ser planejada desde a concepção do evento, não como uma reflexão tardia", destaca José de Souza Junior.



