Dólar e Ibovespa: tensões geopolíticas e expectativas econômicas movem mercados
Dólar e Ibovespa: geopolítica e economia movem mercados

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (7) em baixa, enquanto o Ibovespa inicia as negociações às 10h. Investidores seguem atentos às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques no Estreito de Ormuz, e às discussões na Otan. A agenda econômica não traz grandes destaques, mas o mercado aguarda a ata do Fomc e o IPCA de junho.

Ataques no Estreito de Ormuz elevam petróleo

Dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6), segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site Axios, o bombardeio foi realizado pelo Irã. “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, relatou a UKMTO em comunicado.

O incidente reacende dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo entre Washington e Teerã, além de aumentar preocupações com uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo. Nesta terça, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano Donald Trump e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que as ameaças de guerra cessem, violando o memorando de entendimento do mês passado.

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Perto das 9h, o barril do Brent operava em alta de 1%, cotado a US$ 72,71, enquanto o WTI avançava 0,90%, a US$ 69,17. Apesar dos ganhos, os preços do petróleo seguem abaixo dos níveis mais críticos da guerra.

Otan e tarifaço dos EUA no radar

A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, Turquia, também fica na mira dos mercados. O encontro ocorre em meio a discussões internas entre os membros e cobranças da Ucrânia por ajuda contra a Rússia.

Além disso, os desdobramentos do tarifaço dos EUA seguem sob atenção. Grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay manifestaram-se contra as tarifas impostas ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, cadeias de suprimentos e consumidores americanos.

Expectativas por ata do Fomc e IPCA

Investidores aguardam a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), prevista para quarta-feira (8). O documento deve conter comentários sobre a política de juros americana sob o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.

No Brasil, as atenções se voltam para o IPCA de junho, a ser divulgado na sexta-feira (10). A expectativa é de desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

Mercados globais mistos

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, com cautela em relação aos retornos das empresas de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial. O CSI 300 (Xangai e Shenzhen) ficou estável, o SSEC perdeu 0,06%, o Nikkei recuou 0,01%, o Kospi caiu 0,46% e o Hang Seng subiu 1,14%.

O dólar acumula queda de 0,70% na semana, 0,60% no mês e 6,50% no ano. O Ibovespa tem perda de 0,93% na semana, mas alta de 0,25% no mês e 7,03% no ano.

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