As ações da Triunfo (TPIS3) foram as que mais subiram na Bolsa de Valores brasileira no primeiro semestre de 2026, com uma alta expressiva de 128,16%. No mesmo período, a empresa registrou um ganho de R$ 268,937 milhões em valor de mercado, de acordo com dados da Economatica.
Outros destaques positivos da B3
Além da Triunfo, outros papéis se destacaram nos primeiros seis meses do ano. A Inepar (INEP4) teve alta de 97,12%, enquanto a Westwing (WEST3) subiu 73,97%. Entre as ações que compõem o Ibovespa, os melhores desempenhos foram do BTG Pactual (BPAC11), com 63,16%, da Usiminas (USIM5), com 42,02%, e da Copasa (CSMG3), com 38,51%.
Variações negativas e casos atípicos
Apesar das altas, algumas empresas listadas apresentaram variação negativa no valor de mercado no período. Isso pode ocorrer devido a fatores como redução no número de ações em circulação após grupamento, cancelamento de ações ou mudança na estrutura societária. O fenômeno inverso também foi observado: a ação da Sequoia Logistica (SEQL3) tombou 96,97% no semestre, o pior desempenho da bolsa brasileira, mas seu valor de mercado subiu R$ 479,678 milhões. Outros destaques negativos foram Grupo Toky (TOKY3), com queda de 91,67%, e Gafisa (GFSA3), com recuo de 79,13%. Nenhuma ação do Ibovespa figurou entre as dez piores do primeiro semestre.
Perspectivas para o segundo semestre
Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, julho deve ser um mês de transição de regime. A Bolsa brasileira deixará de ser guiada pela tríade “guerra, petróleo e fluxo estrangeiro”, que dominou o primeiro semestre, e passará a responder mais diretamente à política monetária do Brasil e dos Estados Unidos e ao calendário eleitoral doméstico.
Com quase metade dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) sinalizando alta de juros ainda em 2026, o mercado já precifica probabilidade de aperto monetário nos Estados Unidos na reunião de setembro. Isso tende a manter o dólar global fortalecido e a limitar o espaço para uma nova apreciação do real, segundo Praça.
No Brasil, o ciclo de corte de juros está perto do fim. Com a Selic em 14,25% e o Boletim Focus projetando uma taxa básica de juros de 14% para o fim de 2026, resta espaço para, no máximo, mais um corte de 0,25 ponto percentual, esperado na reunião de agosto. “A combinação de juro real ainda elevado, inflação acima do teto da meta e incerteza eleitoral crescente sugere que a renda fixa continuará competitiva frente à bolsa pelo menos até o fim do terceiro trimestre”, acrescenta o diretor de análise.



