Governo Lula aponta 3 motivos para derrotas no Senado e aposta na Câmara
Governo Lula aponta 3 motivos para derrotas no Senado

Após as derrotas sofridas pelo governo nesta quarta-feira (10) no Senado Federal, com a aprovação de "pautas-bombas" que podem gerar um rombo superior a R$ 200 bilhões, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aponta três razões para o resultado adverso. Em primeiro lugar, senadores que buscam fazer acenos a suas bases eleitorais. Em segundo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta agradar os colegas para garantir sua reeleição ao comando da Casa no próximo ano. Por fim, o péssimo momento na relação entre Lula e Alcolumbre.

Durante a posse de Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado, mas evitaram trocar olhares, evidenciando o clima de tensão.

Governo conta com a Câmara

Agora, o governo deposita suas esperanças na Câmara dos Deputados, especialmente no presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para evitar que esses projetos sejam aprovados também neste ano. Diferentemente de Alcolumbre, Hugo Motta vive um momento de excelente relacionamento com o presidente Lula.

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Votação no Senado

O governo chegou a acreditar que Alcolumbre pudesse segurar a votação das pautas-bomba. Isso porque, depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Senado afirmou no plenário que não colocaria esses projetos em votação a pedido do governo. No entanto, na quarta-feira (10), Alcolumbre agiu de forma oposta. Disse que, mesmo sem acordo com o governo, iria colocar em votação o projeto de renegociação das dívidas de produtores rurais. O texto, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado, criando o risco de um impacto fiscal de R$ 140 bilhões nos próximos dez anos.

Segundo líderes governistas, Alcolumbre quis fazer um aceno a senadores para conquistar o apoio deles à sua candidatura à reeleição. Além disso, o presidente do Senado estaria enviando sinais ao presidente Lula de que ele precisa aceitar um encontro para aparar arestas. Lula, porém, ainda não deu sinal verde a seus líderes para que o encontro seja realizado. A relação entre os dois está rompida desde que o Senado, sob condução de Alcolumbre, rejeitou o nome de Jorge Messias para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

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