O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação alega que Lula cometeu os crimes de ameaça e incitação ao crime durante um discurso público na semana passada, em Catalão (GO).
Detalhes da petição
De acordo com a petição divulgada à imprensa nesta quinta-feira (11), Flávio afirma que Lula incentivou apoiadores a cometer homicídio contra ele. Isso ocorreu quando o presidente relacionou o senador a "traidores da pátria" e citou o enforcamento de Joaquim Silvério dos Reis.
Em sua fala, Lula criticou integrantes da família Bolsonaro por supostamente buscarem apoio de autoridades dos Estados Unidos contra o governo brasileiro. Em seguida, afirmou: "Por menos, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado". E completou: "O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem".
Argumentos da defesa
Para a defesa do senador, a declaração tem como objetivo associar Flávio Bolsonaro à figura de um traidor e sugerir que ele mereceria ser morto por enforcamento. O documento também destaca que o contexto político atual aumenta a gravidade das declarações, mencionando episódios recentes de violência contra lideranças políticas no Brasil e no exterior.
Procurada, a assessoria de imprensa do presidente não quis comentar o caso.
Crítica ao tarifaço
Na semana passada, Lula criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por causa de um relatório dos Estados Unidos que propõe uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida seria justificada por práticas restritivas ao comércio americano, incluindo PIX, desmatamento ilegal e falhas na aplicação de leis anticorrupção, entre outros. Alguns produtos ficariam de fora da nova taxação, como carne, frutas, café, aeronaves, medicamentos e fertilizantes. A nova taxa ainda não está valendo, e a decisão final pode sair até 15 de julho.
O petista também defendeu que os filhos do ex-presidente são "piores que ele". "Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele, e são, na verdade, vendilhões [vendedores que traem interesses coletivos para se beneficiarem] da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras", disse Lula.



