Proibição do TSE não impede ranqueamento de candidatos por IAs
TSE não impede ranqueamento de candidatos por IAs

IA desafia regra do TSE e segue ranqueando candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu, em março de 2026, que provedores de aplicação que oferecem sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos e coligações. No entanto, um levantamento do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) revela que a regra não está sendo cumprida. Ferramentas como ChatGPT e Meta AI continuam ranqueando candidatos, desafiando a determinação da Corte Eleitoral.

Pesquisa mostra aumento no ranqueamento

O estudo do ITS Rio apontou que a média de respostas ranqueadas subiu de 66% para 78% após a proibição. Isso indica que, em vez de diminuir, a prática se intensificou. As plataformas ainda priorizam determinados candidatos em suas respostas, o que pode influenciar a percepção dos eleitores.

Segundo os pesquisadores, a falta de jurisprudência sobre a aplicação das regras do TSE dificulta o monitoramento e a fiscalização. "A carência de decisões judiciais específicas sobre o tema deixa uma lacuna que permite a continuidade dessas práticas", afirmou um dos responsáveis pelo levantamento.

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Transparência no uso de fontes

O levantamento também observou que, apesar do descumprimento da proibição, houve um aumento na transparência quanto ao uso de fontes. As IAs passaram a citar mais claramente as origens das informações utilizadas para gerar respostas sobre candidatos. No entanto, isso não elimina o problema do ranqueamento.

O ITS Rio destaca a necessidade de monitoramento contínuo e de atualização das regras para coibir efetivamente a prática. "É essencial que o TSE e outros órgãos competentes desenvolvam mecanismos mais eficazes de fiscalização e punição", conclui o estudo.

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