Gastos milionários da Secom com publicidade em ano eleitoral chegam ao MPF
Gastos da Secom com publicidade em ano eleitoral vão ao MPF

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República gastou R$ 1,2 bilhão em publicidade nos primeiros seis meses de 2026, ano eleitoral. O valor é 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e gerou uma representação no Ministério Público Federal (MPF).

Representação no MPF

A representação foi protocolada pelo deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), que alega que os gastos violam a legislação eleitoral. Segundo Salles, "a Secom está usando dinheiro público para promover o governo em ano de eleições, o que é proibido por lei". O deputado pede que o MPF investigue possíveis irregularidades e suspenda os contratos de publicidade.

Detalhamento dos gastos

Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação. Do total, R$ 800 milhões foram destinados a campanhas na TV e rádio, R$ 300 milhões em mídia digital e R$ 100 milhões em impressos e outdoors. A Secom afirma que as ações são institucionais e não promovem candidatos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto político

Especialistas ouvidos apontam que o aumento de gastos em ano eleitoral é recorrente, mas a magnitude deste ano chama atenção. "É um valor recorde para um primeiro semestre", afirma o cientista político Carlos Melo. A situação pode gerar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre abuso de poder econômico.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar