O colunista Merval Pereira, em sua análise multimídia, aponta que os casos de corrupção no Brasil repetem comportamentos anteriores, como os do mensalão, petrolão, Operação Lava-Jato e, agora, o escândalo do banco Master. Segundo ele, criminosos frequentemente guardam provas contra si mesmos, revelando uma combinação de certeza da impunidade e um possível "sentimento de culpa" inconsciente, conforme a teoria de Freud.
Padrão de repetição nos escândalos
Merval Pereira destaca que a corrupção no Brasil não é um fenômeno isolado, mas sim um ciclo que se repete. O mensalão, o petrolão e a Lava-Jato são exemplos anteriores que agora encontram eco no caso do banco Master. Essa repetição sugere uma cultura de impunidade enraizada no país.
Freud explica: autossabotagem e culpa
O colunista recorre à psicanálise para explicar o comportamento dos envolvidos. Segundo ele, a teoria freudiana indica que a busca inconsciente por punição pode levar a atos autossabotadores, como a manutenção de provas incriminadoras. Essa atitude seria sustentada pela sensação de que a punição nunca virá.
"Os criminosos guardam provas contra si mesmos como se quisessem ser descobertos", escreve Merval. Essa contradição aparente revela um profundo sentimento de culpa que, paradoxalmente, convive com a certeza da impunidade.
Impunidade como pano de fundo
A impunidade é apontada como o principal combustível para a repetição dos escândalos. A falta de consequências efetivas para os envolvidos cria um ambiente propício para novos crimes. Merval Pereira conclui que, enquanto o sistema judicial não agir com rigor, o ciclo de corrupção e autossabotagem continuará.



