O PT definiu que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contará com R$ 126 milhões do Fundo Eleitoral. O valor representa a maior fatia do partido para a disputa presidencial, em um cenário de forte embate com o bolsonarismo.
Quadruplicamento de recursos para o Senado
Além da verba presidencial, o partido destinou R$ 61,9 milhões para as candidaturas ao Senado, valor quatro vezes superior ao de 2022. A estratégia reflete a prioridade dada às disputas senatoriais e à necessidade de fortalecer a governabilidade de Lula, em meio à pressão dos aliados de Jair Bolsonaro para aumentar a bancada de direita na Casa.
Segundo fontes do partido, o aumento expressivo dos recursos para o Senado busca reverter a correlação de forças atual, que é desfavorável ao governo. Atualmente, a base governista conta com 32 senadores, enquanto a oposição bolsonarista tem 29, mas aliados de Bolsonaro articulam para ampliar esse número.
Decisão do TSE sobre cotas
O PT aguarda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a distribuição de recursos para candidaturas de mulheres e negros. A definição pode impactar o montante final destinado a cada segmento. A legenda já reservou parte do fundo para cumprir as cotas legais, mas o percentual exato dependerá do julgamento.
Impacto na governabilidade
O reforço no Senado é visto como crucial para a aprovação de pautas prioritárias do governo. Com uma bancada maior, Lula teria mais facilidade para aprovar projetos de lei e indicações, reduzindo a necessidade de negociações com partidos de centro. A oposição, por sua vez, tenta capitalizar em cima da insatisfação popular e da crise econômica para conquistar cadeiras.
O PT também planeja usar parte dos recursos para fortalecer candidaturas proporcionais, com foco em estados onde a disputa é mais acirrada. A legenda espera eleger ao menos 10 senadores, contra os 8 atuais, para compensar possíveis perdas na Câmara.



