Quase metade dos casos de demência poderia ser evitada com a adoção de hábitos saudáveis, aponta uma pesquisa da Universidade Curtin. O estudo, no entanto, destaca que as campanhas de saúde pública não estão conseguindo gerar mudanças comportamentais significativas na população.
Fatores de risco e prevenção
Segundo os pesquisadores, fatores como inatividade física, obesidade sarcopênica (perda de massa muscular associada ao excesso de gordura), tabagismo, má alimentação e isolamento social contribuem para o aumento do risco de demência. A pesquisa indica que intervenções focadas nesses aspectos poderiam prevenir até 45% dos casos.
Falhas nas campanhas de saúde pública
O estudo critica as abordagens atuais de saúde pública, que muitas vezes são genéricas e não conseguem engajar a população em mudanças duradouras. "As campanhas tradicionais não estão funcionando", afirma o coordenador da pesquisa. "Precisamos de estratégias mais personalizadas e baseadas na comunidade."
Soluções propostas
Os pesquisadores sugerem programas online de avaliação de riscos, acompanhamento personalizado e ações comunitárias que incentivem a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada e interação social. Essas medidas poderiam reduzir significativamente a incidência de demência em todo o mundo.
A demência afeta milhões de pessoas globalmente, e a prevenção é uma das ferramentas mais eficazes para combater o problema. A pesquisa reforça a importância de hábitos saudáveis ao longo da vida, especialmente a partir da meia-idade.



