O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dominou as manchetes durante a reunião do G7 em Évian, na França, com seu estilo provocador e teatral, reafirmando sua liderança e desafiando aliados. O principal alvo foi o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Trump chamou de "volátil", gerando tensão entre as duas maiores economias das Américas.
Trump e Lula: embate no G7
Segundo fontes diplomáticas, Trump teria dito a líderes europeus que Lula é "imprevisível" e que sua política externa pode prejudicar acordos comerciais. A declaração foi feita em um contexto de divergências sobre tarifas e meio ambiente. Lula, por sua vez, rebateu indiretamente, afirmando que o Brasil não aceita imposições de nenhum país.
O embate ocorre em um momento delicado para a política sul-americana. Enquanto Trump busca consolidar sua influência na região, a possível vitória de um candidato de extrema direita na Colômbia pode isolar ainda mais o governo Lula.
Extrema direita lidera pesquisas na Colômbia
Na Colômbia, as eleições presidenciais deste domingo (21) têm como favorito Abelardo de la Espriella, candidato de extrema direita que se inspira nos líderes autoritários Nayib Bukele, de El Salvador, e Javier Milei, da Argentina. De la Espriella promete ações duras contra o sistema político e a criminalidade, ecoando o discurso de Trump.
Pesquisas recentes indicam que o candidato tem vantagem de dois dígitos sobre seus adversários, o que preocupa analistas políticos. "A vitória de De la Espriella pode isolar Lula na América do Sul, criando um bloco de países alinhados a Trump", afirmou o cientista político Carlos Melo, da USP.
Impacto regional e reação brasileira
O governo brasileiro vê com preocupação o avanço da extrema direita na região. Lula, que já enfrenta desafios com a Argentina de Milei e o Peru, pode ver seu espaço diplomático reduzido. "O Brasil corre o risco de ficar cercado por governos hostis", avaliou o ex-chanceler Celso Amorim.
Trump, por sua vez, já sinalizou apoio a De la Espriella, em uma tentativa de expandir sua influência na América Latina. A Casa Branca não comentou oficialmente, mas assessores próximos confirmaram a preferência do presidente americano.
O G7 e o futuro da ordem global
Além do embate com Lula, Trump usou o G7 para criticar aliados tradicionais, como Alemanha e França, por gastos militares e políticas comerciais. O presidente americano ameaçou impor tarifas sobre produtos europeus, gerando desconforto entre os líderes presentes.
A reunião terminou sem um comunicado conjunto, evidenciando as divisões. Para analistas, o comportamento de Trump reforça a tendência de unilateralismo nas relações internacionais, com potenciais impactos para o Brasil e a América do Sul.



