Quem frequenta restaurantes japoneses provavelmente já ouviu alguma regra sobre sushi, sashimi, hashi ou shoyu. Mas, mais do que etiquetas rígidas, muitos desses costumes surgiram para preservar a forma como os pratos foram pensados e servidos.
O que evitar durante a refeição
Em conversa com o Paladar, o chef Tsuyoshi Murakami explicou quais comportamentos valem evitar durante a refeição e o motivo por trás de cada um deles.
Não ignore o oshibori
Um erro frequente ao receber o oshibori (a toalhinha úmida) é utilizá-lo para uma limpeza geral e desatenta das mãos. Em vez de uma limpeza genérica, o ideal é focar na higienização do polegar e do indicador. O motivo é simples: são esses os dedos que entrarão em contato direto com o alimento.
Não tenha receio de pegar o sushi com as mãos
Muita gente evita tocar o sushi por receio de quebrar a etiqueta, mas o jeito tradicional é justamente utilizar as mãos. De acordo com o chef Murakami, o uso dos dedos é recomendado porque permite ao cliente sentir a temperatura e a textura do peixe de forma imediata. Além disso, essa técnica evita que a peça se desmonte acidentalmente, algo que ocorre com frequência quando se tenta usar o hashi sem a precisão necessária.
Evite exagerar no shoyu
Não se deve encharcar o arroz do sushi no molho de soja, já que isso desequilibra o paladar e compromete a estrutura da peça. O correto é molhar apenas a parte do peixe. Agindo assim, você preserva a delicadeza dos sabores originais e garante que o conjunto permaneça firme até chegar à boca, evitando que o arroz absorva líquido em excesso.
Qual é a verdadeira função do wasabi?
O maior equívoco em relação ao wasabi é acreditar que ele serve apenas para dar picância à comida. Na realidade, sua função principal é limpar o paladar e realçar as notas de sabor do peixe.
Vale lembrar que essas são apenas algumas práticas que ajudam a garantir uma experiência mais autêntica, especialmente para quem deseja mergulhar na culinária japonesa, e não regras rígidas.



