Empatado em terceiro nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato pelo partido Missão, tenta dar ares de maturidade ao movimento. Fenômeno digital, o presidenciável rejeita comparações com Pablo Marçal e busca se vender como a nova direita brasileira.
Inspiração internacional
O ativista se inspira nos presidentes da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele, para construir sua plataforma política. Em eventos, como um recente encontro na Faria Lima, Santos aparece com cabelo desarrumado, roupa formal, mas dispensando paletó e gravata, numa tentativa de projetar uma imagem de jovem líder disruptivo.
Estratégia de campanha
Com 3% das intenções de voto, Santos foca em redes sociais e debates para aumentar sua visibilidade. Ele critica figuras como Flávio Bolsonaro e rejeita ser comparado a Pablo Marçal, que também busca o eleitorado de direita. Sua estratégia é se diferenciar tanto da velha política quanto de outros candidatos conservadores, apostando em um discurso de renovação e eficiência estatal.
A candidatura de Renan Santos representa uma tentativa de consolidar uma nova direita no Brasil, que se afasta do bolsonarismo tradicional e busca inspiração em líderes liberais e conservadores da América Latina. Resta saber se o eleitorado brasileiro está disposto a abraçar esse novo perfil político.



