Em um painel durante a Rio Nature & Climate Week (RNCW), líderes afirmaram que a redução das emissões de metano pode acelerar o combate à crise climática e criar oportunidades para o Brasil. Ana Toni, Marina Silva e Sonia Guajajara argumentaram que cortar as emissões de metano pode ajudar a posicionar o Brasil como líder na transição climática.
Painel discute importância do metano
O evento contou com a participação de Marina Silva, Sonia Guajajara, Leila Sterenberg e Ana Toni. Elas destacaram que o metano é um potente gás de efeito estufa, com potencial de aquecimento muito maior que o dióxido de carbono em curto prazo. Reduzir suas emissões, portanto, poderia trazer benefícios climáticos rápidos e significativos.
Oportunidades para o Brasil
Segundo as lideranças, o Brasil tem grande potencial para se destacar na redução de metano, especialmente nos setores de agropecuária, energia e resíduos. Ao adotar tecnologias e práticas sustentáveis, o país não apenas contribuiria para o clima global, mas também poderia gerar empregos verdes, atrair investimentos e fortalecer sua posição em negociações internacionais.
Urgência e ação conjunta
As painelistas enfatizaram a urgência de ações coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil. Elas defenderam políticas públicas ambiciosas, como incentivos para a captura de metano em aterros sanitários e na pecuária, além de metas mais rigorosas para o setor de petróleo e gás. A colaboração internacional também foi apontada como crucial para financiar e transferir tecnologias limpas.
O debate ocorre em um momento em que o mundo busca acelerar as ações climáticas antes da COP30, que será realizada no Brasil em 2025. As lideranças acreditam que o país pode usar sua experiência em energias renováveis e agricultura sustentável para liderar pelo exemplo.



