O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) ganhou velocidade nos últimos dias, com 71 novos casos confirmados em apenas 24 horas. O total de infecções subiu para 452, conforme dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (5). O número de mortes associadas à doença chegou a 82.
Cepa rara do vírus preocupa autoridades
Os casos estão ligados à cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus ebola que preocupa autoridades sanitárias por sua letalidade e pela ausência de vacinas ou tratamentos específicos. Diferente de outras cepas mais comuns, a Bundibugyo conta com menos ferramentas disponíveis para combate, o que torna o controle do surto ainda mais desafiador.
OMS declara Emergência de Saúde Pública
O avanço da doença levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificar a situação, em maio, como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o mais alto nível de alerta da entidade. A rápida identificação de novos casos será decisiva para evitar uma disseminação regional mais intensa, avalia a OMS.
Doença já alcança países vizinhos
Embora a maior parte dos registros esteja concentrada na RDC, a doença já alcançou países vizinhos. Uganda, onde a atual onda de infecções teve origem, contabiliza mais de 15 casos confirmados. A circulação do vírus entre países da região aumentou os temores de uma expansão mais ampla do surto.
Mobilização internacional busca US$ 518 milhões
Como resposta ao agravamento do cenário, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) anunciaram uma mobilização internacional para arrecadar US$ 518 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,67 bilhões. Os recursos serão destinados principalmente aos países mais afetados pela doença e servirão para ampliar sistemas de vigilância epidemiológica, diagnóstico e resposta rápida a novos focos de contaminação.
Próximos meses são decisivos
Autoridades sanitárias consideram os próximos meses decisivos para controlar a transmissão, especialmente em regiões com infraestrutura de saúde limitada, onde o rastreamento de casos e o isolamento de pacientes costumam ser mais difíceis. Com 452 casos confirmados e 82 mortes registradas até agora, o atual surto já figura entre os mais relevantes enfrentados pela região nos últimos anos.



