O governo Trump concedeu um contrato sem licitação no valor de até US$ 500 milhões para a construção do novo salão de baile da Casa Branca, conforme revelou o jornal americano The Washington Post em reportagem divulgada nesta terça-feira (30). A obra, uma das reformas mais grandiosas e caras da história da residência oficial, tem gerado polêmicas devido aos custos elevados e preocupações com danos ao patrimônio histórico.
Prazo de conclusão e custos atualizados
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (15) que as obras terminarão em setembro de 2028, ou seja, levarão quase dois anos e meio para ficar prontas. Apesar da demora, ele declarou que a construção está avançada. "(O salão) está em construção, adiantado em relação ao cronograma, e será a melhor instalação do gênero em todos os EUA", disse Trump em publicação no Truth Social.
Na semana passada, Trump revelou que o custo estimado subiu para cerca de US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 1,95 bilhão), o dobro do valor inicialmente previsto. "O único motivo para a mudança no custo é que, após estudos aprofundados, o novo salão tem aproximadamente o dobro do tamanho e uma qualidade muito superior à proposta original", explicou o presidente. Ele acrescentou que o valor inicial não cobriria o espaço adequado "para acomodar os eventos, reuniões e até mesmo futuras posses presidenciais".
Justificativas e polêmicas
Em sua defesa, Trump comparou a obra com a China: "A China tem um salão de bailes, e os Estados Unidos deveriam ter um também!", escreveu. O projeto inclui um bunker subterrâneo resistente a todos os tipos de armas e janelas com vidros de seis polegadas de espessura, capazes de repelir diversos tipos de armas. "Além de seguro, eu acho que vai ser o salão de baile mais bonito que eu já construí", afirmou o presidente.
Ações judiciais e controvérsias
Em outubro, Trump ordenou a demolição de uma ala para a construção, o que gerou ações judiciais. A Justiça chegou a proibir a obra, mas o governo conseguiu derrubar as decisões. Críticos apontam preocupações com danos ao patrimônio histórico da Casa Branca e o alto custo do empreendimento.



