O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu nesta terça-feira, em audiência nos Estados Unidos, a suspensão das tarifas de 25% propostas pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em apresentação de cinco minutos ao governo americano, Flávio defendeu o sistema de pagamentos Pix e afirmou que ele não compete com soluções americanas, sugerindo uma negociação bilateral entre Brasil e Estados Unidos para evitar prejuízos comerciais.
Contexto das tarifas e atuação de Flávio
As tarifas, anunciadas por Trump como parte de sua política comercial, incidiriam sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, gerando preocupação no setor exportador. Flávio argumentou que a medida prejudicaria ambos os países, especialmente em um momento de recuperação econômica. Segundo ele, o Brasil não adota práticas desleais de comércio e o Pix é um sistema inovador que não ameaça sistemas de pagamento dos EUA.
“O Pix é uma ferramenta de inclusão financeira, não um concorrente dos sistemas americanos. Não há motivo para tarifas punitivas”, declarou Flávio durante a audiência. O senador também destacou que as relações comerciais entre Brasil e EUA são estratégicas e que uma escalada tarifária teria impactos negativos para ambos os lados.
Impacto político e reações no Brasil
A viagem de Flávio ocorre em meio a críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à postura da família Bolsonaro no impasse comercial. Lula acusou o clã Bolsonaro de não defender os interesses nacionais. Flávio busca conter os danos políticos à sua campanha para o governo do Rio de Janeiro, mostrando-se ativo na defesa do comércio bilateral.
Segundo fontes, a audiência foi articulada por aliados de Trump no Congresso americano. Flávio também se reuniu com representantes do setor agrícola dos EUA, que se opõem às tarifas. O senador afirmou que uma comissão bilateral poderia resolver as divergências sem recorrer a medidas unilaterais.
Próximos passos
A proposta de Flávio ainda precisa ser avaliada pelo governo Trump, que não se manifestou oficialmente. Enquanto isso, o Brasil busca alternativas diplomáticas para evitar as tarifas. O Itamaraty acompanha o caso e já sinalizou disposição para negociar. A expectativa é que uma decisão seja tomada nas próximas semanas.



