Big Day das Araras-Azuis mobiliza observadores para conservação da espécie
Big Day das Araras-Azuis: 2ª edição começa com meta de mais registros

A 2ª edição do Big Day das Araras-Azuis convida observadores a registrar a presença da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) em seu ambiente natural durante dois dias. A iniciativa busca reunir o maior número possível de informações sobre a espécie para contribuir com sua conservação. A arara-azul-grande é uma espécie ameaçada de extinção, e há 30 anos o Instituto Arara Azul atua na pesquisa e proteção dessa ave emblemática.

Mobilização nacional e internacional

O nome da iniciativa faz referência ao Global Big Day, a maior mobilização mundial dedicada à observação e ao registro de aves em um período de 24 horas. Na primeira edição, realizada no ano passado, foram contabilizados 1.275 avistamentos da espécie em seu ambiente natural. Desse total, 897 registros ocorreram no Brasil, 359 na Bolívia e 19 no Paraguai, país onde a espécie estava praticamente extinta e agora volta a repovoar. Uma curiosidade é que houve dois registros da espécie fora da área de ocorrência da arara-azul-grande. Segundo o Instituto, os casos provavelmente envolvem animais que viviam em cativeiro e foram soltos.

Engajamento das comunidades locais

Neste ano, a equipe pretende mobilizar ainda mais participantes e reforça a importância do engajamento das pessoas que vivem nas regiões onde a espécie ocorre naturalmente. “Quem mais esperamos que participe desta 2ª edição são as pessoas que moram nas propriedades, nas fazendas, em que sabemos da ocorrência das araras-azuis. Nós precisamos do apoio de todos, do peão, do fazendeiro, do gerente, da dona de casa. Porque onde elas estão elas acabam se mostrando e as pessoas sabem onde elas estão, e nós precisamos dessas pessoas e desses dados para obter o resultado do Big Day das Araras-Azuis”, comenta Neiva Guedes, presidente e fundadora do Instituto Arara Azul.

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Convocação aos estados

Além de incentivar a participação das comunidades locais, o Instituto também destaca a importância do envolvimento de todos os estados onde a arara-azul-grande ocorre. No ano passado, não houve registros enviados por Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia. Segundo a equipe, a ausência de informações dessas localidades também afeta a compreensão sobre a distribuição da espécie no território brasileiro. “É importante destacar que, para a ciência, não apenas os registros das araras são valiosos. Em locais onde houve esforço de observação, mas nenhuma arara foi avistada, essa informação também é extremamente importante. A ausência de registros ajuda a identificar possíveis mudanças na distribuição da espécie, áreas que precisam de maior atenção”, comenta Maria Eduarda Monteiro, médica-veterinária e coordenadora de campo do Projeto Arara Azul na Caiman.

Como participar

Quem estiver em uma área de ocorrência da arara-azul-grande durante os dois dias da mobilização pode participar da ação. Vídeos, fotografias, gravações sonoras e relatos de observação ajudam pesquisadores a compreender melhor a situação da espécie e a orientar futuras ações de conservação. Para contribuir, basta ficar atento à presença da arara-azul-grande. Ao fazer qualquer observação em campo, o participante pode compartilhar o que viu ou ouviu pelo WhatsApp, no número (67) 9987-10752, ou registrar a ocorrência em plataformas como eBird, WikiAves e Biofaces. Também é possível enviar as informações por meio do formulário oficial da campanha.

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