Trump dá nova rasteira em María Corina Machado e a impede de voltar à Venezuela
Trump impede María Corina Machado de voltar à Venezuela

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu mais um golpe contra a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, ao impedi-la de retornar à Venezuela. A medida foi anunciada nesta terça-feira (7) e representa um novo capítulo na escalada de tensões entre Washington e Caracas.

O bloqueio de Trump

Segundo fontes diplomáticas, Trump ordenou que as autoridades de imigração norte-americanas negassem a María Corina Machado a permissão para embarcar em um voo com destino a Caracas. A decisão foi tomada após a líder opositora ter passado os últimos meses em turnê internacional, buscando apoio contra o governo de Nicolás Maduro.

“É uma violação dos direitos humanos e um ataque direto à democracia na Venezuela”, declarou um assessor de Machado, que preferiu não se identificar. A opositora havia planejado retornar ao país para liderar protestos contra o regime chavista.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações internacionais

A comunidade internacional reagiu com críticas à ação de Trump. A União Europeia emitiu um comunicado “deplorando” a decisão, enquanto o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, expressou “preocupação” com o bloqueio. Por outro lado, o governo Maduro comemorou a medida, classificando-a como “um acerto de contas entre os inimigos do povo venezuelano”.

Especialistas apontam que a ação de Trump pode ter motivações eleitorais internas, já que o ex-presidente busca retornar à Casa Branca em 2028. “Trump quer mostrar força para sua base, mas isso pode isolar ainda mais os EUA na América Latina”, analisa o cientista político Carlos Alberto de Souza, da Universidade de Brasília.

Impacto na oposição venezuelana

O bloqueio de Trump fragiliza a oposição venezuelana, que já enfrenta divisões internas e a repressão do governo Maduro. María Corina Machado é uma das líderes mais populares entre os anti-chavistas, e sua ausência pode desmobilizar as forças de oposição.

“Sem Machado, a oposição perde sua principal voz. É um duro golpe para quem luta pela democracia na Venezuela”, afirma o analista internacional João Pedro Martins. A líder opositora, que está nos EUA, deve buscar alternativas legais para retornar ao país, mas enfrenta um cenário adverso.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar