O governo do presidente Donald Trump planeja reter fundos federais de segurança interna para pressionar estados a implementarem mudanças nas eleições de novembro, segundo a CNN. A Casa Branca exige medidas como a eliminação de sistemas eletrônicos de votação e o uso exclusivo de cédulas de papel, além de verificações de cidadania. Se os estados não cumprirem, perderão 20% dos fundos destinados à segurança interna, que são cruciais para prevenção de desastres e outras operações.
Detalhes da proposta
De acordo com fontes ouvidas pela CNN, a administração Trump enviou comunicados aos governos estaduais informando que a liberação dos recursos está condicionada à adoção de medidas consideradas essenciais para a segurança eleitoral. Entre as exigências estão a substituição de urnas eletrônicas por cédulas de papel e a implementação de regras mais rígidas de verificação de cidadania dos eleitores.
Os fundos em questão fazem parte do programa de assistência à segurança interna, que financia desde treinamento de forças policiais até preparação para desastres naturais. A retenção de 20% desses recursos representa um montante significativo para muitos estados, que já enfrentam restrições orçamentárias.
Reações e impactos
A medida gerou reações imediatas de autoridades estaduais e especialistas em direito eleitoral. Críticos argumentam que a ação do governo federal ultrapassa os limites legais e pode ser vista como uma tentativa de interferir no processo eleitoral. A CNN cita que a Casa Branca justifica a medida como necessária para prevenir fraudes, embora não haja evidências concretas de problemas generalizados com a votação eletrônica.
As eleições de novembro renovarão todo o Congresso dos EUA, aumentando a pressão política sobre os estados. A ameaça de cortes de fundos pode levar alguns governos a acelerar as mudanças, enquanto outros prometem resistir judicialmente.



