Colômbia decide entre direita e esquerda em eleição acirrada
Colômbia decide entre direita e esquerda em eleição

A Colômbia realiza neste domingo (21) o segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa que coloca frente a frente o candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, e o conservador Abelardo De La Espriella, conhecido como 'El Tigre', que conta com o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Resultado do primeiro turno

No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De La Espriella terminou à frente, com uma vantagem de aproximadamente 673 mil votos. Agora, a reta final da campanha é marcada por forte polarização e pesquisas que indicam uma vantagem estreita para o candidato conservador.

Análise política

Segundo o cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, a corrida eleitoral na Colômbia reproduz um movimento observado em outros países da região, baseado no confronto entre projetos de direita e esquerda. No entanto, o diferencial colombiano está no peso da pauta de segurança pública.

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'De La Espriella vem com um discurso muito firme na questão da segurança pública, reativando alguns dos principais pilares do uribismo', afirma Soller, em referência ao legado do ex-presidente Álvaro Uribe no combate às Farc e ao narcotráfico.

Apoio de Uribe

O apoio de Uribe no segundo turno consolidou a união do campo conservador em torno da candidatura de direita. Para Soller, esse movimento ajuda a explicar a vantagem do candidato conservador nas pesquisas.

Perfil dos eleitores

A expectativa é que Cepeda tenha um desempenho mais forte entre os eleitores de menor renda e nas regiões costeiras, enquanto De La Espriella deve ampliar sua vantagem em áreas mais ricas, como Antioquia, cuja capital é Medellín.

Teste para o legado de Petro

A eleição também será um teste para o legado de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Sua aprovação melhorou nos últimos meses, o que mantém Cepeda competitivo na reta final. Ainda assim, Soller avalia que a direita entra na votação decisiva com uma pequena vantagem.

'É muito provável que De La Espriella acabe tendo uma leve vantagem e se torne novamente um presidente de direita na Colômbia', afirma.

Impacto regional

Além das fronteiras colombianas, o resultado será observado com atenção por governos da região. Uma vitória de Cepeda tende a preservar a aproximação entre Colômbia, Brasil e México. Já um triunfo de De La Espriella representaria um alinhamento maior de Bogotá com a agenda defendida pela Casa Branca.

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