Neste sábado (20), ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de sete pessoas, incluindo duas crianças, apenas algumas horas depois do anúncio da renovação do acordo de cessar-fogo. A continuidade dos confrontos coloca em risco um entendimento provisório entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Detalhes dos ataques
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos nas proximidades. A mesma fonte informou que pelo menos sete pessoas ainda estavam presas sob os escombros. Mediadores tentavam interromper os combates entre Israel e o grupo terrorista libanês Hezbollah, após uma intensa troca de ataques na madrugada de sexta-feira (19), que vitimou ao menos 47 pessoas no Líbano e quatro soldados israelenses.
Reações e contexto
Um oficial das Forças Armadas de Israel, que falou sob condição de anonimato, afirmou que o Hezbollah disparou mais de 50 projéteis contra tropas israelenses no sul do Líbano durante a noite, levando os militares a iniciar ataques contra o grupo na região. As tropas israelenses enfrentam no Líbano o Hezbollah, grupo terrorista financiado pelo Irã para combater Israel. Os dois lados voltaram a se atacar no início da guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Na sexta-feira, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, escreveu na rede social X que Israel “permanece firmemente comprometido com um cessar-fogo imediato”, desde que o Hezbollah cumpra o acordo e interrompa as hostilidades. Em declarações públicas, o Hezbollah afirmou que respeitará um cessar-fogo caso Israel faça o mesmo, mas não confirmou que uma trégua esteja efetivamente em vigor.
Um integrante do Hezbollah, que falou sob condição de anonimato, disse na sexta-feira, após os relatos sobre um possível acordo, que Catar, Estados Unidos e Irã estavam trabalhando para mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. No entanto, ele evitou confirmar que um acordo já tivesse sido fechado. Esta matéria está em atualização.



