Brasileiros batem três recordes das Américas na natação paralímpica
Brasileiros batem três recordes das Américas na natação

Os nadadores paralímpicos brasileiros Alessandra Oliveira, de 18 anos, e Miguel Rodrigues Santos, de 19, bateram três recordes das Américas na primeira etapa nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Natação, disputada nos dias 17 e 18 de abril no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo.

Miguel Rodrigues Santos quebra duas marcas

Miguel, que integra a equipe da Associação Paradesportiva de Novo Horizonte com o São Paulo Futebol Clube (APNH/SPFC), conquistou duas medalhas de ouro e estabeleceu dois novos recordes na classe S1 (limitações físico-motoras). Ele completou os 100 metros costas em 2min50s93 e os 200 metros livre em 5min57s61, superando os tempos anteriores do também brasileiro José Ronaldo da Silva, que havia registrado 2min51s75 em setembro de 2025 e 5min58s65 em abril de 2022.

Alessandra Oliveira supera recorde peruano

Alessandra Oliveira, da classe SB4 (limitações físico-motoras), representante do Clube Naurú, venceu os 50 metros peito com o tempo de 48s26, superando a marca de 1min03s80 que a peruana Dunia Felices havia conquistado em outubro de 2025.

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Trajetória e programas de apoio

Os dois recordistas iniciaram suas trajetórias esportivas na Escola Paralímpica de Esportes, programa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), e atualmente integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

Escola Paralímpica de Esportes

A Escola Paralímpica de Esportes é idealizada e realizada pelo CPB e tem como objetivo promover a iniciação de crianças com deficiência física, visual e intelectual na faixa etária de 7 a 17 anos em 15 modalidades paralímpicas: atletismo, badminton, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado. Todas compõem o atual programa dos Jogos Paralímpicos.

O projeto atende crianças e jovens com deficiências física, visual e intelectual. Crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva devem ter associadas uma das deficiências elegíveis ao esporte paralímpico. As atividades são realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Os alunos são atendidos dois dias por semana, divididos em turmas às segundas e quartas-feiras, e terças e quintas-feiras, em dois horários: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30. Há também a opção de participar do projeto via os Centros de Referência espalhados por todo o país. As crianças recebem uniforme e lanche durante o período que estão no CT Paralímpico. Também é oferecido transporte em locais estratégicos nos municípios parceiros. Todos os serviços são oferecidos gratuitamente.

Time São Paulo Paralímpico

O Time São Paulo Paralímpico foi criado pelo governo de São Paulo, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O programa prevê o pagamento de bolsa para planejar, organizar, executar, controlar e avaliar ações de suporte ao desenvolvimento esportivo de atletas paraolímpicos de alto nível, vinculados a SP, que apresentem potencial de bom desempenho nos Campeonatos Mundiais. Atualmente, conta com 155 atletas de 17 modalidades, que representam o Estado e o País em campeonatos nacionais e mundiais ao longo do ano.

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