A inteligência artificial (IA) promete revolucionar o desenvolvimento de medicamentos para doenças neurológicas, cortando pela metade os custos de novos tratamentos. A afirmação é de Josiel Florenzano, presidente da Lundbeck Brasil, farmacêutica dinamarquesa focada em doenças do sistema nervoso central, como Alzheimer e Parkinson.
IA como aliada na redução de custos e tempo
Segundo Florenzano, a IA pode reduzir significativamente o tempo de desenvolvimento de novos medicamentos, que atualmente leva em média 10 a 15 anos. “A inteligência artificial vai cortar pela metade o custo de novos remédios”, afirmou o executivo. A tecnologia permite analisar grandes volumes de dados genômicos e clínicos, identificando alvos terapêuticos com mais precisão e acelerando as fases de teste.
A Lundbeck, que atua exclusivamente em doenças neurológicas, já utiliza IA em parcerias com instituições de pesquisa no Brasil. O país é um mercado estratégico para a empresa, que vê potencial no crescimento do uso de antidepressivos pós-pandemia.
Impacto na população envelhecida
Florenzano destacou que o barateamento dos medicamentos é essencial para uma população mundial cada vez mais idosa. Doenças como Alzheimer afetam milhões de pessoas, e os tratamentos atuais são caros e de eficácia limitada. Com a IA, a expectativa é desenvolver drogas mais eficientes e acessíveis.
“A inovação tecnológica é nossa grande aliada para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional”, disse o presidente da Lundbeck Brasil. A empresa planeja expandir suas pesquisas clínicas no país, aproveitando a diversidade genética da população brasileira.
Parcerias e adaptação contínua
A Lundbeck realiza parcerias com universidades e centros de pesquisa brasileiros para testar novas moléculas. Florenzano enfatizou a importância da adaptação contínua às novas tecnologias. “O setor farmacêutico precisa abraçar a IA para se manter competitivo e oferecer soluções mais rápidas aos pacientes”, concluiu.



