O conselho de administração da Vale enfrenta um clima de insatisfação entre seus membros, segundo apuração do blog. Pelo menos três conselheiros têm demonstrado desconforto com a condução de temas estratégicos, incluindo a falta de transparência em decisões recentes. As queixas envolvem desde a comunicação sobre investimentos até a definição de metas de sustentabilidade.
Origens do desconforto
Os conselheiros reclamam que não foram consultados adequadamente sobre a aquisição de ativos de mineração no Canadá, anunciada no mês passado. A operação, avaliada em US$ 2,5 bilhões, foi aprovada por maioria simples, mas gerou mal-estar entre os membros que se sentiram alijados do processo. "Há uma sensação de que o presidente executivo está tomando decisões unilateralmente", afirmou um conselheiro sob condição de anonimato.
Impacto na governança
A tensão no conselho reflete um problema mais amplo de governança corporativa. Especialistas apontam que a falta de alinhamento pode comprometer a estratégia de longo prazo da companhia, que busca se reposicionar como referência em mineração sustentável. A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, tem enfrentado pressão de investidores para melhorar práticas ambientais e sociais.
Próximos passos
Fontes internas indicam que uma reunião extraordinária deve ser convocada para discutir as queixas. O presidente do conselho, José Luciano Duarte Penido, teria sido informado do mal-estar e busca mediar a situação. A Vale não comentou oficialmente o assunto.



