A greve dos servidores municipais de Taubaté completou nove dias e, nesta quarta-feira (10), o prefeito Sérgio Victor (Novo) e representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté se reuniram para discutir propostas que possam encerrar a paralisação. O encontro, que começou às 14h, ocorre a portas fechadas no Palácio Bom Conselho, com a presença do prefeito, de líderes sindicais e dos vereadores Richardson da Padaria (União Brasil) e Bobi Lima (PRD).
Enquanto as negociações avançam, servidores municipais acompanham o desenrolar das discussões em frente à sede da Prefeitura, na expectativa de um desfecho positivo. A greve, iniciada em 2 de junho, continua impactando serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas da Saúde e da Educação.
Reivindicações e dificuldades financeiras
A categoria reivindica a recomposição salarial de 9,43%, percentual que corresponde à inflação acumulada desde 2024, quando foi concedido o último reajuste. A Prefeitura, por sua vez, alega enfrentar dificuldades financeiras e defende a elaboração de uma proposta que esteja de acordo com os limites do orçamento municipal. Até o momento, não há acordo entre as partes, e a paralisação segue mantida.
Impacto nos serviços públicos
A greve continua afetando a rotina da cidade. Nas escolas municipais, as unidades permanecem abertas e recebem os alunos, mas as atividades regulares foram suspensas, sendo substituídas por ações conduzidas por auxiliares. Já nas unidades de saúde, o atendimento varia conforme cada local. Por exemplo, na unidade do Bosque da Saúde, procedimentos de enfermagem, como vacinação, seguem sendo realizados, mas as consultas médicas estão suspensas. Na unidade da Imaculada, apenas o médico clínico-geral estava atendendo nesta quarta-feira.
Decisão judicial e impasse
Nesta semana, a Justiça rejeitou um pedido da Prefeitura para aumentar a multa diária aplicada ao Sindicato por suposto descumprimento da decisão que determinou a manutenção de pelo menos 70% do efetivo durante a greve. A administração municipal afirma que os serviços ainda não atingem o percentual mínimo estabelecido pela Justiça e que mais da metade dos servidores da Educação não compareceu ao trabalho. O Sindicato contesta essa informação e garante que está cumprindo a determinação judicial, mantendo 70% dos trabalhadores em atividade.
Até a última atualização desta reportagem, a reunião seguia em andamento sem definição sobre um possível acordo para encerrar a paralisação.



