Tensão marca julgamento de policiais por morte de Gritzbach
Tensão marca julgamento de policiais por morte de Gritzbach

O julgamento dos três policiais acusados pela morte do empresário Vinícius Gritzbach, ocorrida em novembro de 2024, começou nesta segunda-feira (22) sob forte tensão no Fórum Criminal de Guarulhos (SP). Logo nos primeiros momentos, uma discussão acalorada entre um advogado de defesa e o promotor Rodrigo Merli quase paralisou a sessão.

Discussão entre defesa e promotor

O advogado, que não teve o nome divulgado, ameaçou deixar o tribunal após acusar o promotor de “desrespeito” e de tentar “combinar com a testemunha”. A defesa questionou a imparcialidade do perito Leandro Lopes, que teria se reunido com Merli antes do início do julgamento. “Isso é uma manobra para influenciar o depoimento”, afirmou o advogado durante a audiência.

O promotor Rodrigo Merli rebateu as acusações, afirmando que a reunião foi técnica e não compromete a lisura do processo. “Não há qualquer combinação, apenas esclarecimentos sobre o laudo pericial”, disse Merli. O juiz responsável interveio para acalmar os ânimos e determinou a continuidade do julgamento.

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O caso Gritzbach

Vinícius Gritzbach, empresário do ramo imobiliário, foi morto a tiros em novembro de 2024, em Guarulhos. Três policiais militares foram presos e denunciados pelo crime. A acusação aponta que os agentes teriam agido com motivação passional, supostamente por envolvimento com a esposa da vítima. A defesa, por sua vez, alega que os policiais agiram em legítima defesa durante uma abordagem.

Nesta primeira sessão, foram ouvidos sobreviventes e testemunhas de acusação. O depoimento do perito Leandro Lopes, que analisou as armas e a cena do crime, foi marcado por questionamentos da defesa sobre sua imparcialidade.

Expectativa para o veredicto

O julgamento deve se estender até sexta-feira (26), quando o conselho de sentença deverá apresentar o veredicto. A expectativa é de que novos depoimentos e debates ocorram ao longo da semana. A família de Gritzbach acompanha o processo de perto e espera justiça. “Queremos que os responsáveis sejam punidos”, disse o irmão da vítima, que preferiu não se identificar.

O caso tem gerado grande repercussão na região, com protestos de organizações de direitos humanos contra a violência policial. A defesa dos policiais afirma confiar na absolvição, enquanto o Ministério Público sustenta a tese de homicídio qualificado.

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