Quitutes juninos sem lactose e açúcar: opções na Bahia
Quitutes juninos sem lactose e açúcar: opções na Bahia

Empreendedores baianos estão oferecendo versões adaptadas de quitutes e bebidas típicas de festas juninas, como canjica, pamonha, bolo e licor cremoso, sem lactose e sem açúcar. A procura por esses alimentos cresceu nos últimos anos, impulsionada pelo aumento de pessoas com restrições alimentares, seja por questões de saúde ou por preferência pessoal.

Licores adaptados ganham espaço

O Licor da Mila, da psicóloga Camila Brunelli, oferece licores cremosos zero lactose, diet e até sem álcool. Há opções com 15 gramas de proteína para o público fitness. A marca começou em casa há nove anos, após Camila ficar desempregada, e hoje é a principal fonte de renda da família. Os sabores adaptados entraram no cardápio em 2023. "A procura tem crescido a cada ano e aqui ninguém fica sem licor", destaca Camila.

Jovana Alves criou sua marca de licor em 2016 e passou a oferecer a versão sem lactose há três anos. Ela também permite que o cliente encomende o produto conforme seu gosto. "Dessa forma, pessoas com intolerância à lactose ou que preferem evitar esse ingrediente também podem aproveitar nossos sabores", pontuou a baiana.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O nutricionista e empresário Fabio Alves, da marca SeuZé e Bonita Licor Artesanal, oferece licores tradicionais livres de leite e também sabores sem açúcar. "Eu trabalho com a opção diet há dois anos. Um sócio, a mãe dele e as tias são diabéticas. Então, sempre queriam tomar o licor e não conseguiam. Também já tive pessoas mais velhas procurando e não tinha. Aí me deu esse start", contou o empresário.

Comidas típicas inclusivas

No ramo da alimentação, a Brigaderia da Bisa, de Salvador, oferece canjica, pamonha, mingau e mungunzá totalmente liberados para pessoas com restrições alimentares. Além de zero lactose e açúcar, os itens também são sem glúten. As vendas começaram em 2015, mas foi em 2021, durante a pandemia, que a cozinha se tornou inclusiva. A dona Carla Noronha segue as receitas originais, sem adaptações que adicionam farinhas ou leite de vaca. "O que acontece com o mercado é que produzem esses produtos de maneira errada, acrescentando farinhas, leite de vaca, entre outros, não só para lucrar mais, como para não ter o trabalho que dá para fazer, por exemplo, o leite de coco ou o creme de milho puro", avaliou. "O produto feito de forma correta conquista os clientes. Você sente o sabor artesanal, puro, sem essência. Tem sabor de infância, de casa de vó", destacou Carla.

Preços e contatos

Os licores custam de R$ 11 (150 ml) a R$ 50 (litro). As comidas típicas vão de R$ 9 (pamonha) a R$ 29,90 (bolos). Para encomendar: Licor da Mila pelo WhatsApp (71) 99307-2932; Licor da Jovana Alves pelo WhatsApp (75) 99706-5904; SeuZé e Bonita Licor Artesanal pelo WhatsApp (71) 98637-1770 ou na loja no Tropical Shopping, Stella Maris; Brigaderia da Bisa pelo WhatsApp (71) 98179-3745.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar