Em 2013, o então presidente Nicolás Maduro afirmou ter instalado na Venezuela 'o sistema antiaéreo mais poderoso do mundo'. No entanto, em 3 de janeiro, mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos sobrevoaram o espaço aéreo venezuelano sem encontrar resistência significativa, culminando na captura de Maduro e sua esposa.
Desde 2009, a Venezuela adquiriu sistemas de defesa aérea russos como S-300 e Buk-M2, além de radares chineses e drones iranianos. O S-300 pode atingir alvos a até 150 km, enquanto o Buk-M2 cobre até 40 km. Mísseis portáteis Igla-S complementam o arsenal.
Especialistas militares apontam que a superioridade tecnológica dos EUA, erros de preparação e mudanças doutrinárias nas Forças Armadas venezuelanas sob o chavismo contribuíram para o fracasso. Thomas Withington, do Royal United Services Institute, afirmou que 'para um oponente altamente sofisticado como os EUA, o sistema é sucata'.
Mark Cancian, coronel reformado dos EUA, classificou a ineficácia como 'um mistério', dado o investimento milionário. A presidente Delcy Rodríguez negou colaboração interna, declarando que 'houve combate'.
O sistema de defesa iraniano, similar ao venezuelano, também falhou contra ataques israelenses e americanos em 2025, sugerindo limitações dos equipamentos russos contra adversários de primeiro nível.



