Os Estados Unidos concluíram a retirada de 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela, remanescente de um reator de pesquisa conjunta entre os dois países, informou o governo norte-americano nesta sexta-feira (8).
O plano de retirada contou com três fases e auxílio de autoridades venezuelanas, especialistas do Reino Unido e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU regulador de energia nuclear. Segundo comunicado, durante décadas, o reator RV-1 apoiou pesquisas em física e energia nuclear. Quando o trabalho terminou, em 1991, seu urânio, enriquecido acima do limite crítico de 20%, passou a ser considerado material excedente.
A AIEA determina que o máximo que um país pode enriquecer urânio para fins pacíficos é 20%. Qualquer valor acima disso é considerado ilegal perante o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1968 e com 191 países signatários.
"Graças à liderança decisiva do presidente Trump, as equipes dedicadas em campo concluíram em meses o que normalmente levaria anos", afirmou Williams, em referência à operação. A ação foi vista como uma demonstração do que os EUA gostariam de fazer no Irã, que possui cerca de 1.000 kg enriquecido acima de 20%, sendo aproximadamente 440 kg desse estoque enriquecido a 60% — porcentagem considerada muito próxima da necessária para fabricar uma bomba nuclear.



