Vice de Renan Santos, Aroldo Medina, defendeu 'patriotas' no QG golpista
Vice de Renan Santos defendeu 'patriotas' no QG golpista

O tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do Rio Grande do Sul, Aroldo Medina, anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Renan Santos pelo partido Missão, tem um histórico de participação em atos antidemocráticos após as eleições de 2022. Medina visitou o chamado QG golpista em Brasília e defendeu os 'patriotas' que ali estavam acampados, enaltecendo o 'povo ordeiro e pacífico' que pedia intervenção militar.

Participação em atos antidemocráticos

Imagens e registros mostram Medina em meio a manifestações que questionavam o resultado das eleições presidenciais de 2022. Em um vídeo, ele aparece discursando para apoiadores, exaltando a presença dos manifestantes e criticando as autoridades eleitas. 'Estamos aqui com o povo ordeiro e pacífico, que quer apenas o respeito à Constituição e à liberdade', afirmou Medina na ocasião. A visita ao acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, ocorreu em novembro de 2022, semanas após o segundo turno.

Mudança de posicionamento político

Medina, que já foi um declarado apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora faz críticas ao antigo aliado. Em entrevistas recentes, ele afirmou que Bolsonaro 'não cumpriu as promessas de combate à corrupção e à velha política'. A aproximação com Renan Santos, pré-candidato à Presidência, se deu por afinidades ideológicas e propostas de reformas profundas no Estado. Entre as bandeiras defendidas pela chapa está a extinção do Ministério da Defesa, medida que Medina justifica como necessária para 'acabar com a politização das Forças Armadas'.

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Repercussão e críticas

A indicação de Medina gerou reações imediatas de entidades de direitos humanos e de familiares de vítimas da violência política. A Comissão de Direitos Humanos da OAB-RS emitiu nota repudiando a presença de um militar que 'enalteceu atos que atentaram contra a democracia'. Em contrapartida, o partido Missão defendeu a escolha, afirmando que Medina é 'um homem de conduta ilibada e que sempre agiu dentro da lei'.

Impacto na campanha eleitoral

Analistas políticos apontam que a escolha de Medina pode tanto reforçar a base radicalizada quanto afastar eleitores moderados. Pesquisas de opinião indicam que cerca de 30% do eleitorado considera inaceitável a participação de candidatos com vínculos com atos golpistas. A campanha de Renan Santos tenta minimizar o episódio, destacando que Medina 'apenas exerceu seu direito de manifestação pacífica'.

O cenário eleitoral para 2026 ainda é incerto, mas a presença de Medina na chapa promete polarizar ainda mais o debate político no país. A Justiça Eleitoral deverá analisar eventuais ações que questionem o registro da candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, uma vez que a participação em atos antidemocráticos pode ser enquadrada como improbidade administrativa.

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