Trump admite pedido à Fifa para rever cartão de Balogun e critica árbitro brasileiro
Trump admite pedido à Fifa para rever cartão de Balogun

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que solicitou à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026, e criticou o árbitro brasileiro Raphael Claus, classificando-o como 'um pouco suspeito'. A declaração foi feita após a Fifa anular a suspensão de Balogun, permitindo que ele jogue contra a Bélgica nesta segunda-feira (6).

Acusações sem evidências contra árbitro brasileiro

Segundo reportagem do The New York Times, a tentativa do governo Trump de reverter a suspensão incluiu a circulação, dentro da Casa Branca, de acusações sem comprovação contra Raphael Claus. Scott Goodwin, gestor de fundos e um dos principais doadores da Federação de Futebol dos Estados Unidos (U.S. Soccer), apresentou a integrantes do governo acusações de que Claus teria participado de esquemas de manipulação de resultados no Brasil por meio da aplicação irregular de cartões vermelhos. No entanto, as autoridades brasileiras e a Fifa não encontraram qualquer evidência de irregularidade envolvendo o árbitro.

Pressão política e mobilização de advogados

Trump mencionou essas alegações durante conversa telefônica com Gianni Infantino, presidente da Fifa, após a expulsão de Balogun na vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina. Além disso, integrantes graduados da Casa Branca, como o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa para a Copa do Mundo, mobilizaram advogados para auxiliar a U.S. Soccer a recorrer da suspensão, apesar de as regras da Fifa não preverem recurso para cartões vermelhos desse tipo. Um memorando elaborado por advogados ligados a Trump buscava brechas no Código Disciplinar da Fifa e sugeria até mesmo recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

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Revogação do cartão vermelho

Após o jogo, Trump foi às redes sociais reclamar do cartão. Com a revogação, ele parabenizou a entidade: 'Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!'. A Fifa anulou os efeitos do cartão com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender a execução de uma medida disciplinar, sujeitando o sancionado a um período de prova de um a quatro anos. No caso de Balogun, o período probatório é de um ano; se ele cometer outra infração de natureza semelhante, a suspensão será revogada e a sanção aplicada.

Reações e críticas

A Bélgica, próxima adversária dos EUA, contestou a decisão, mas teve o recurso rejeitado. A União Europeia e a Uefa também criticaram a Fifa por anular o cartão após o pedido de Trump. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou ter conversado com Trump sobre o cartão vermelho, mas afirmou que os órgãos judiciais da entidade são independentes e autônomos: 'A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada'. Infantino disse a Trump que o caso seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes.

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