O luxuoso 'resort' do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, localizado em Parada de Lucas, na zona norte do Rio, contava com um lago ornamentado com carpas e areia de praia, além de piscina e espaço para shows. O local, que pertencia ao chefe do Complexo de Israel, foi alvo de uma operação de demolição, mas parlamentares tentaram impedir a ação alegando que se tratava de um projeto social.
Luxo em meio à pobreza
Enquanto o resort exibia acabamento de alto padrão, com áreas de lazer sofisticadas, as casas vizinhas careciam de infraestrutura básica, como saneamento e asfalto. A contradição escancara a desigualdade na região, dominada pelo tráfico de drogas. O espaço, que também era utilizado para festas e eventos, seria uma forma de Peixão ostentar poder e influência.
Investigação contra políticos
O deputado estadual Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins são investigados por suposta ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção comandada por Peixão. Eles teriam atuado para impedir a demolição do resort, argumentando que o local abrigava um projeto social. A polícia apura se houve tráfico de influência ou obstrução de justiça.
A ação de demolição foi realizada pela Secretaria de Ordem Pública do Rio, que classificou o imóvel como construção ilegal. Durante a operação, foram encontrados itens de luxo, como móveis importados e equipamentos de som de última geração. O caso gerou grande repercussão e acendeu o debate sobre a relação entre políticos e facções criminosas.
Procurados, Val Ceasa e Ulisses Marins negam irregularidades e afirmam que apenas defendiam um suposto projeto social. A investigação segue em sigilo.



