A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que não apoiará institucionalmente o novo programa do governo federal voltado para endividados que ainda mantêm suas contas em dia. A decisão foi comunicada após a federação avaliar que o potencial de adesão das instituições financeiras à iniciativa é baixo.
Detalhes do programa e posicionamento da Febraban
O programa, que será lançado na próxima segunda-feira, tem como alvo os chamados "endividados adimplentes" – pessoas que possuem dívidas, mas continuam pagando suas contas regularmente. Diferentemente do Novo Desenrola Brasil, voltado para inadimplentes e que contou com amplo apoio da Febraban, esta nova proposta não receberá o endosso coletivo da entidade.
Segundo a Febraban, a participação no programa será de responsabilidade exclusiva de cada banco, que decidirá individualmente se adere ou não às condições propostas. A federação ressaltou que, embora tenha colaborado ativamente com o governo no desenho do Novo Desenrola, a atual iniciativa apresenta características que reduzem o interesse do setor bancário.
Impacto e expectativas
A ausência de apoio institucional da Febraban pode limitar a adesão dos bancos, reduzindo o alcance do programa. Especialistas apontam que, sem a coordenação da federação, a adesão voluntária tende a ser baixa, especialmente porque os endividados adimplentes já representam menor risco de calote. O governo, no entanto, espera que a medida ajude a prevenir o agravamento do endividamento e estimule a renegociação de dívidas de forma preventiva.
Até o momento, nenhum banco confirmou oficialmente sua participação. A Febraban informou que continuará dialogando com o governo sobre políticas de crédito e educação financeira, mas mantém a posição de não endossar o programa como entidade.



