Caso Master: alvos tentam rotular investigação de nova Lava-Jato
Caso Master: alvos tentam rotular investigação de nova Lava-Jato

Investigação do Caso Master gera comparações com a Lava-Jato

Alvos do chamado Caso Master, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-ministro Jaques Wagner (PT-BA), estão articulando uma estratégia para rotular a investigação como a 'nova Lava-Jato'. A tática política acendeu o alerta no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e também na Polícia Federal (PF). A ideia é associar a operação a excessos e abusos cometidos na Lava-Jato, na tentativa de obter nulidades processuais.

Estratégia de defesa e reação no STF

Segundo fontes próximas ao caso, os advogados dos investigados têm utilizado o argumento de que o Caso Master seria uma 'nova Lava-Jato', com espetacularização e vazamentos seletivos. O ministro André Mendonça, por sua vez, determinou medidas para garantir a lisura do processo e evitar que eventuais nulidades comprometam as provas. A PF também reforçou a preservação do material coletado, blindando a investigação contra críticas externas.

O Caso Master investiga supostos desvios de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares e contratos superfaturados na área da saúde. A operação já cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de políticos e empresários. A comparação com a Lava-Jato, no entanto, é rechaçada por integrantes do STF, que apontam diferenças estruturais entre os casos.

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Críticas à espetacularização e brechas jurídicas

Advogados dos alvos têm buscado brechas jurídicas para questionar a validade das provas, especialmente aquelas obtidas por meio de delações premiadas e interceptações telefônicas. A defesa de Ciro Nogueira, por exemplo, já protocolou petições no STF alegando que a investigação teria sido conduzida de forma parcial. Já a defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que o ex-ministro colaborará com as investigações.

O ministro André Mendonça, conhecido por sua postura conservadora, tem adotado uma linha cautelosa, rejeitando pedidos de prisão preventiva e determinando a coleta de depoimentos de forma sigilosa. A expectativa é que o caso avance nos próximos meses, com novas fases da operação.

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