A Justiça de Portugal adiou pela segunda vez a condenação de um neonazi português acusado de ordenar o massacre em uma escola em São Paulo, que resultou na morte da jovem brasileira Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos. O réu, que também é acusado de incentivar vários homicídios e pornografia infantil, teve seu papel reavaliado de autor para cúmplice em parte dos 200 crimes pelos quais responde.
Complexidades do julgamento
O julgamento enfrenta complexidades devido à influência de grupos extremistas na internet e à questão da maturidade do acusado. A defesa alega que o réu era menor de idade à época dos fatos, o que pode alterar a responsabilidade penal. A promotoria, por sua vez, sustenta que ele agiu com plena consciência e maturidade para comandar os ataques.
Relembre o caso
Giovanna Bezerra da Silva, estudante brasileira de 17 anos, foi morta no ataque à escola Sapopemba, em São Paulo. O neonazi português é acusado de ter ordenado o atentado por meio de fóruns online extremistas. A família da vítima aguarda ansiosamente por justiça.
O adiamento foi solicitado pela defesa e acatado pelo tribunal, que marcou nova data para o julgamento. A expectativa é que o caso sirva de precedente para crimes de ódio cometidos por meio da internet.



