O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação sigilosa sobre conteúdos encontrados no celular do advogado Frederick Wassef, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada no âmbito do inquérito que apura a venda de joias sauditas recebidas pelo governo brasileiro.
Prazo para manifestação da PGR
Moraes concedeu 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os supostos achados da Polícia Federal e as hipóteses criminais levantadas pelos investigadores. O material foi extraído do aparelho de Wassef durante a operação que investiga o desvio de presentes oficiais.
Defesa alega ilegalidade
A defesa de Wassef contesta a medida, alegando violação de prerrogativas profissionais. Em manifestação aos autos, os advogados consideram a busca e apreensão "nula e ilegal", argumentando que o material obtido estaria protegido pelo sigilo da comunicação entre advogado e cliente.
Contexto do inquérito das joias
O inquérito das joias sauditas investiga se Bolsonaro e seus assessores se apropriaram de itens de luxo, como relógios e canetas, recebidos como presentes oficiais do governo da Arábia Saudita. A Polícia Federal apura a possível venda desses objetos nos Estados Unidos, com envolvimento de Wassef na negociação.
A PGR já havia solicitado anteriormente o arquivamento de outra investigação relacionada a Bolsonaro, mas Moraes manteve as apurações. Agora, com os novos elementos do celular, o ministro quer saber se há indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Próximos passos
Caso a PGR concorde com a abertura de investigação formal, a Polícia Federal poderá aprofundar as análises dos dados extraídos do celular de Wassef. O advogado também poderá ser ouvido para prestar esclarecimentos. O caso segue sob sigilo judicial.



