Júri de Carlos Alberto Bezerra é marcado para julho, 3 anos após duplo homicídio
Júri de Carlos Bezerra marcado para julho após 3 anos

O Tribunal do Júri que julgará Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de feminicídio contra Thays Machado e homicídio contra William César Moreno, foi agendado para terça-feira (7 de julho), às 9h, no Plenário do Fórum da Comarca de Cuiabá. O acesso será restrito a pessoas diretamente envolvidas no processo, conforme decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que atendeu a pedido da defesa, já que o caso tramita em segredo de justiça.

Restrição à imprensa e divulgação oficial

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), não haverá acesso da imprensa ao plenário durante o julgamento. As informações oficiais serão divulgadas pela assessoria do gabinete da magistrada e repassadas à imprensa. A medida visa preservar o sigilo processual e a segurança dos envolvidos.

Relembre o crime

Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), foi indiciado pela Polícia Civil por assassinar a tiros Thays Machado, de 44 anos, e William César Moreno, de 30, em Cuiabá. Ele responde por feminicídio, já que a vítima era ex-companheira dele. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, no bairro Alvorada. Thays havia registrado boletim de ocorrência contra o suspeito no mesmo dia do assassinato. Ele teria aguardado a saída do casal em frente ao prédio onde a vítima visitava a mãe e efetuado os disparos ao se aproximar de carro.

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Investigação aponta premeditação

As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram que o acusado monitorava a rotina da ex-namorada. Foram encontrados registros de localização, 71 prints com pontos frequentados pela vítima e anotações sobre os sistemas de monitoramento instalados no celular durante o relacionamento. De acordo com o delegado do caso, o acusado teria premeditado o assassinato e agido por ciúmes, motivado pela “emoção de vê-la se relacionando com outro homem”. O julgamento ocorre mais de três anos após o crime, que chocou a sociedade cuiabana.

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